4 Outubro 2017      09:48

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MÉRTOLA HOMENAGEIA A BELA E IRREVERENTE MERCEDES BLASCO

Mercedes Blasco foi um dos vários pseudónimos da célebre actriz, divette de opereta e revista Conceição Vitória Marques, nascida em 1870 (embora haja registos que refiram o ano de 1867), em S. Domingos, Mértola.

Que agora é homenageada passados que são 150 anos do seu nascimento, com a atribuição do seu nome a uma rua na Mina de S. Domingos, hoje, às 17h30. Para além desta homenagem, o município reeditou ainda a sua obra "Vagabunda" e prepara ainda uma exposição e uma fotobiografia.

Segundo Mário Elias, Mercedes foi "uma mulher muito avançada para o seu tempo, exibindo sempre elevado sentido de liberdade e desprezo do preconceito” (1992: 11), como, aliás, podemos constatar não apenas pelo seu percurso de vida, repleto de escândalos e de ligações amorosas, mas também pela leitura das suas crónicas onde dissertou sobre a condição da mulher e respetivos direitos. O desprezo pelas convenções sociais é também visível no facto de Mercedes ter sido a primeira mulher a utilizar a bicicleta – não só em palco, mas também nas ruas de Lisboa, aqui como meio de transporte –, apesar das fortes críticas que tamanha ousadia suscitava. Mulher destemida, inteligente e trabalhadora, Mercedes Blasco trilhou sempre o seu próprio caminho que, apesar de ter sido marcado pela aventura e pelo sucesso, foi também um caminho de dissabores, com perdas dolorosas e fraco reconhecimento do seu talento, terminando, em 1961, na miséria e na solidão".

Viveu uma intensa atividade jornalística em vários periódicos de destaque, entre os quais O Século, A Capital, A Ilustração, o Diário de Lisboa, para os quais utilizava, para além de Mercedes Blasco, pseudónimos como Mam’zelle Caprice e Dinorah Noémia.

 

 

 

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