10 Agosto 2018      14:49

Está aqui

Investigador alentejano descobre Sapo sem ouvidos em Angola

Luís Ceríaco é eborense, licenciado em Biologia (2008), Mestre em Biologia da Conservação (2010) e doutorado em História e Filosofia da Ciência (2014) pela Universidade de Évora e desenvolve atualmente o seu projeto de pós-doutoramento na California Academy of Sciences (San Francisco, EUA), em colaboração com o Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Desenvolve atualmente projetos de investigação na área da herpetologia Africana, com especial enfoque no estudo taxonómico, nomenclatural e filogeográfico  da herpetofauna Angolana e de São Tomé e Príncipe, bem como de aspetos ligados à sua conservação. 

E foi em África que, nas chamadas ilhas-monte, na província angolana do Namibe, encontrou um sapo pigmeu que se esconde debaixo das pedras e da camada de folhas, no solo húmido, com a particularidade de não ter ouvidos. E a questão que os investigadores colocam é, não tendo ouvidos, como é que ouvirá os chamamentos de acasalamento de outros elementos da sua espécie?

O Público online explica hoje que foi numa expedição em Novembro de 2016 que este sapo foi localizado na Serra da Neve, o segundo pico mais alto de Angola, com 2489 metros de altitude.

O sapo sem ouvidos mede menos de 31 milímetros de comprimento e tem cor castanho acobreada e ganhou o nome de Poyntonophrynus pachnodes, o nome científico escolhido pela equipa de investigadores para o novo sapo pigmeu. O nome específico, pachnodes, quer dizer “gelado” em grego, pelo que é uma referência tanto ao nome da serra como às temperaturas baixas registadas à altitude a que se encontra a nova espécie, explica um comunicado sobre a descoberta acabada de publicar num artigo na revista ZooKeys, que tem ainda outra investigadora portuguesa entre os autores, Mariana Marques, do Muhnac e do Centro de Estudos em Biodiversidade e Recursos Genético (Cibio), no Porto.

Mas não é a única descoberta do investigador e da sua equipa. Para além do sapo sem ouvidos, Luís Ceríaco já havia descoberto um um lagarto-espinhoso, na mesma região, um mamífero insectívoro – o musaranho-fingui, na Ilha do Prícipe e a lagartixa-adamastor, também nas mesma região.

A peça completa pode ser lida aqui.

 

Siga o Tribuna Alentejo no  e no Junte-se ao Fórum Tribuna Alentejo e saiba tudo em primeira mão

 

 

 

CAPTCHA
Image CAPTCHA
Escreva o caracteres que vê na imagem do lado direito.