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Estremoz: insegurança de edifício classificado fecha café

O Café Restaurante Águias d’Ouro, em Estremoz, instalado num edifico classificado de interesse público, encerrou por decisão da câmara municipal, devido à falta de condições de segurança do imóvel.

Em comunicado, citado pela agência Lusa, a autarquia indicou que, na sequência de uma vistoria, decidiu o “encerramento imediato” do estabelecimento pelo “risco que o edifício representa, tanto para funcionários, como para os clientes do interior e da esplanada, bem como para os transeuntes que passam em frente ao mesmo”.

O café restaurante fechou esta quarta-feira e, no exterior, a empresa que o explora afixou uma informação que indica que o município, de acordo com um ofício de 5 de junho, decretou o seu “encerramento imediato, sem direito a audiência prévia”.

O fecho deve-se ao “facto de se tratar de uma situação de elevado grau de perigosidade, uma vez que há risco iminente de desmoronamento do edifício”, pode ler-se na informação da empresa, que acrescenta que “as obras são da responsabilidade do proprietário do edifício”.

A Câmara de Estremoz indicou ainda que acompanha esta situação desde 2021, e que, “por iniciativa do proprietário, encontra-se a decorrer o desenvolvimento de um projeto de intervenção profunda do imóvel”.

Como se trata de um imóvel de interesse público, “qualquer intervenção no edifício tem obrigatoriamente de ter o prévio parecer favorável da administração do património cultural competente”, neste caso, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo – Unidade de Cultura.

Segundo a câmara, em abril deste ano, o proprietário informou que existia “um agravamento da situação da estabilidade do 2.º e 3.º piso (por verificação do projetista)”, continuando o imóvel “ocupado e aberto ao público”, pelo que deveriam ser “tomadas medidas urgentes e necessárias” para garantir a segurança.

O proprietário deu conhecimento desta mesma exposição à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, de acordo com a mesma fonte.

A 15 de maio, explicou o município, foi realizada ao imóvel uma “vistoria conjunta com o Gabinete Municipal de Proteção Civil”.

“Foi constatado o agravamento da situação de estabilidade e identificado que as condições do edifício se degradaram muito, existindo vários riscos de segurança relativamente à utilização do mesmo”, argumentou a câmara, resumindo que a conclusão foi a de que “o prédio não apresenta condições de segurança para a sua utilização”.

Em resultado desta vistoria “foram impostas” várias medidas, como o encerramento imediato do estabelecimento e da esplanada e a colocação de tapume ao longo da fachada, entre outras.

A autarquia revelou ainda que, posteriormente, foram comunicados, quer ao proprietário, quer à empresa exploradora do café restaurante, o teor do auto de vistoria e as medidas a adotar.

Posteriormente, a fiscalização municipal verificou o “incumprimento do preconizado nas medidas imediatas”, tendo o município ordenado “o despejo administrativo” do edifício.

“Ao município apenas cabe acautelar e zelar pela segurança de pessoas e bens, não se imiscuindo em situações entre particulares, pelo que continuará a monitorizar a situação neste edifício, ex-libris da cidade, encetando todas as diligências necessárias para garantir a segurança de pessoas e bens”, sublinhou a mesma fonte.

 

Fotografia de viagens.sapo.pt

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