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Empresa cria habitação para atrair trabalhadores na Comporta

A Vanguard Properties, que está a desenvolver empreendimentos de luxo na Comporta, prepara-se para investir 15 milhões de euros em habitação para conquistar mão-de-obra.

Em declarações ao Dinheiro Vivo, José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties, afirma que “não havendo suficiente mão-de-obra na região, a alternativa é trazer pessoas para trabalhar nos concelhos de Grândola e Alcácer do Sal”

Neste momento, a promotora imobiliária está a desenvolver um primeiro plano habitacional para 200 pessoas, mas já está a preparar projetos para albergar até duas mil. Segundo o gestor, “para que seja possível trazer e, sobretudo, reter trabalhadores, a única solução passa por oferecer um pacote que contemple boas condições financeiras, habitação condigna, seguros de saúde, planos de formação adequados e de gestão de carreira”.

Note-se que a empresa tem em fase de adjudicação o primeiro projeto, orçado em 15 milhões de euros, e prepara-se para lançar o segundo, revela Cardoso Botelho.

A construção terá um carimbo de sustentabilidade, nomeadamente em madeira e soluções em aço, e os conjuntos habitacionais para os trabalhadores serão também espelho dessa aposta. “As unidades são essencialmente construídas em fábrica, em blocos, e são montadas no local com recurso a uma grua, como se de um lego se tratasse”, avança o responsável.

Serão edificados prédios de apartamentos, entre T0 e T3, que “serão exclusivamente para arrendamento para quem trabalhar para a Vanguard Properties ou para clientes empresariais” da empresa e só serão arrendados a colaboradores que não tenham residência na região de Grândola e Alcácer do Sal.

A promotora, que tem como acionista principal o multimilionário Claude Berda, está a desenvolver um amplo projeto residencial-turístico na Comporta orçado em cerca de mil milhões de euros que, quando estiver concluído, deverá gerar entre quatro a cinco mil empregos. Isto significa “que iremos certamente desenvolver mais habitação ao longo dos anos”, sublinha Botelho Cardoso.

 

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