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Comércio tradicional de Évora regista quebras de 50% nas vendas

O comércio tradicional de Évora está a registar quebras de 50% nas vendas e as expetativas para a época natalícia “são baixas”, devido às medidas restritivas para combater a pandemia de covid-19, avança a Lusa.

Mariana Candeias, a secretária-geral da Associação Comercial do Distrito de Évora (ACDE), disse à Lusa que “os comerciantes estão na sua maioria com quebras à volta dos 50%”, acrescentando que os comerciantes “estão com baixas expectativas” sobretudo devido à “impossibilidade de circulação entre concelhos”. De acordo com a responsável, a população dos municípios vizinhos ao de Évora recorre com frequência ao comércio da cidade.

Lembre-se que a medida que proíbe a circulação entre concelhos vigora desde as 23:00 de sexta-feira e até às 05:00 de quarta-feira e voltará a aplicar-se novamente entre as 23:00 de 4 de dezembro e as 23:59 de 8 de dezembro.

“Não podendo as pessoas circular entre concelhos, nestes dias em que os comerciantes tinham a expetativa de conseguir vender mais, essas expetativas caíram por terra”, sublinhou Mariana Candeias.

A responsável mostrou-se também preocupada com os apelos das autoridades para que as pessoas fiquem em casa, alegando que essa mensagem pode fazer com que “fiquem mesmo em casa e não se desloquem para fazer compras”.

Para a secretária-geral da ACDE, “por um lado, devíamos incentivar as pessoas a irem ao comércio tradicional nestes dias, mas, por outro lado, se o fazemos, estamos a ir contra o apelo das autoridades. É um pau de dois bicos”.

Mariana Candeias reconheceu que os comerciantes de Évora “estão muito apreensivos sobre se vão existir clientes nos próximos dias”, assinalando ainda que também não sabem se serão tomadas “novas medidas que ainda vão restringir mais a circulação”, porque “estão a aumentar os casos” no concelho.

Este ano, ao contrário dos anteriores, não se veem tantos clientes nas lojas a procurar presentes para oferecer no Natal, indicou a responsável. Quanto ao encerramento de negócios, já há “algumas portas fechadas” em Évora e à ACDE têm chegado “alguns pedidos de informação” sobre os procedimentos para fechar a atividade de uma empresa.

“Tal como a restauração, em que muitos já despediram e estarão na perspetiva de poder fechar portas, o comércio não está muito melhor, mas ainda vai conseguindo vender alguma coisa”, acrescentou.

 

Fotografia de jujunatrip.com

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