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Ambiente

Beja: árvore do tempo dos dinossauros… secou

A árvore, uma Conífera, conhecida como “a árvore dos Dinossauros”, no Jardim Público de Beja era um clone de uma espécie que se julgou extinta desde há dois milhões de anos, até 1994, quando foi descoberta no Parque Nacional de Wollemi, na Austrália.

O exemplar alentejano era um clone da australiana e foi uma aquisição – patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian -realizada pela Escola Superior Agrária de Beja (ESAB), em 2005, por 7500 euros, num leilão na capital australiana, Sydney. O objetivo era que o espécimen viesse a integrar o Museu Botânico de Beja (MBB) e seria o quarto exemplar na Europa, juntando-se às de Londres, Edimburgo e Viena, mas agora secou.

Plantada no Jardim Público de Beja em 2011, a conífera “alentejana” – classificada de interesse público – teria uma vida de cerca de 350 anos, no entanto, durou somente 13 em Beja.

Terão sido razões climáticas e de adaptação as que terão levado a árvore a secar. Esta espécie resiste a temperaturas que variam entre cinco graus Celsius negativos e os 45 graus Celsius positivos, desde que exista um razoável grau de humidade atmosférica, algo que não é característico de Beja, que é fustigada por um clima quente e muito seco. Resistiu até agora, após ter doada pelo MBB ao município de Beja e sendo, em 2012 – quando só existiam 100 exemplares adultos no estado selvagem – classificada como árvore de “interesse público” pela Autoridade Florestal Nacional.

 

 

Imagem de dinossauros-wwwdinossaurosecia.blogspot.com

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