Tribuna Alentejo
Pedro do Carmo, deputado socialista do Baixo Alentejo
Politica Nacional

Alentejo pode perder médicos nos centros de saúde

Os deputados do Partido Socialista (PS) alertaram formalmente o Governo para a possibilidade de milhares de habitantes do Alentejo ficarem sem assistência médica. Num requerimento enviado à ministra da Saúde, os parlamentares exigem a aplicação urgente de incentivos que fixem os profissionais no interior do país, contestando o impacto das novas regras de contratação de médicos em regime de prestação de serviços. Os socialistas querem perceber que consequências reais este novo enquadramento jurídico trará para os centros de saúde locais e para a operação das Urgências Básicas da região.
O deputado Pedro do Carmo, eleito por Beja e principal dinamizador desta iniciativa, defende que a resolução das debilidades do Serviço Nacional de Saúde exige reformas profundas e não apenas modificações burocráticas nos contratos de trabalho. No documento entregue no Parlamento, o PS interroga a tutela sobre a existência de algum estudo de impacto que quantifique o número exato de utentes em risco de perder o seu médico de família ou de ver a resposta hospitalar assistencial interrompida. Além disso, questiona-se o executivo sobre a intenção de ativar as cláusulas de exceção previstas na própria lei para manter em funções os clínicos sem especialidade que já ali trabalham, travando assim uma rutura iminente nos serviços.
A ofensiva parlamentar visa ainda clarificar o número total de vagas para Medicina Geral e Familiar que serão destinadas às zonas mais carenciadas do Alentejo. Pedro do Carmo e os restantes subscritores pedem que o Ministério da Saúde explique como pretende coordenar as suas políticas com as autarquias locais, que têm desenvolvido esforços e apoios próprios para atrair clínicos para o território. O grupo parlamentar socialista conclui a sua interpelação exigindo um plano estrutural a longo prazo que corrija as assimetrias geográficas na distribuição dos recursos humanos da saúde, garantindo a igualdade de acesso às populações mais isoladas. Confrontado com o silêncio da tutela até ao momento, Pedro do Carmo classificou o atual cenário como profundamente preocupante e sem resposta à altura por parte do Ministério.

Artigos relacionados

Agricultores preparam-se para forte contestação ao Governo. CAP fala em rutura institucional por quebra de confiança

Redação Alentejo

SEDES vai discutir a “Incerteza Global” em Évora, no próximo dia 1 de outubro

Redação Alentejo

MP pede condenação de Nuno Mocinha por prevaricação

Redação Alentejo

Governo vai pagar 50 euros por cada macho javali abatido e 70 euros por cada fêmea abatida

Redação Alentejo

Primeiro-ministro inaugura amanhã em Beja novo Palácio da Justiça, após investimento de 7 milhões de euros

Redação Alentejo

Sines recebeu gás russo em 2025 e Portugal só prevê corte definitivo em 2027

Redação Alentejo