O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma verba de 60 milhões de euros para viabilizar a modernização e eletrificação do troço ferroviário entre Casa Branca e Beja. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante uma reunião do executivo realizada na Ovibeja, resolvendo o impasse criado após o projeto ter perdido financiamento europeu devido ao seu baixo grau de maturidade.
O investimento total servirá para requalificar os 63,5 km da Linha do Alentejo que atravessam os concelhos de Montemor-o-Novo, Évora, Viana do Alentejo, Alvito, Cuba e Beja. Além da eletrificação, a obra inclui a instalação de novos sistemas de sinalização e telecomunicações. Os 60 milhões agora desbloqueados serão assegurados por verbas do programa Sustentável 2030 e do Fundo Ambiental, juntando-se aos 20 milhões de euros que ainda restavam do programa Alentejo 2030.
A execução da empreitada será dividida em três fases distintas: Casa Branca–Vila Nova da Baronia, Vila Nova da Baronia–Cuba e, finalmente, Cuba–Beja. A previsão é que a totalidade dos trabalhos esteja concluída apenas em 2032. Paralelamente, o Governo está a negociar com a Comissão Europeia a inclusão desta ligação num “eixo de mobilidade militar”, o que permitiria prolongar a linha ferroviária até à Base Aérea de Beja.
Como medida imediata para melhorar a mobilidade na região, o Governo anunciou também que a Linha do Alentejo receberá três das 22 novas automotoras bimodo encomendadas à Stadler. Estes comboios, que representam um investimento de 158 milhões de euros, deverão entrar ao serviço no primeiro trimestre de 2027. Por serem híbridos, os veículos podem operar tanto em troços eletrificados como em vias que ainda aguardam modernização.
