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Violência doméstica aumentou 17% em Portalegre

De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna de 2020, os atos de violência doméstica sofreram um ligeiro agravamento em Portugal, da ordem dos 6,3%, com o distrito de Portalegre a ver o número de casos de violência contra menores aumentar 17%: 365 queixas apresentadas, enquanto no ano anterior tinham sido apenas 312.

Os dados, citados pelo jornal Público, dão ainda conta de uma descida do número de casos no distrito de Bragança, na ordem dos 20%, logo seguido de Santarém. Contudo, a maior parte das participações às autoridades continuam a vir de Lisboa, Porto e Setúbal.

Beja e Portalegre registam o menor número de crimes de violência doméstica

Beja e Portalegre foram os distritos, a nível nacional, onde se registou o menor número de crimes de violência doméstica em 2019, avança a Rádio Pax.

Os dados são revelados pela Guarda Nacional Republicana, que no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres está a realizar uma campanha de sensibilização em todo o país, de forma a prevenir comportamentos violentos contra as mulheres.

Distrito de Évora regista maior número de mortes por violência doméstica

O distrito de Évora foi o que registou mais femicídios, em contexto de violência doméstica, numa taxa de 2,62 por 100.000 habitantes, avançam os dados do relatório da Polícia Judiciária, “Homicídios nas relações de intimidade – Estudo dos inquéritos investigados pela Polícia Judiciária”.

De acordo com estes dados, publicados pelo Público e citados pelo Expresso, foram registadas em Portugal, entre 2014 e 2019, 128 mortes em relações de intimidade, em que 111 eram mulheres. Em média foi assassinada mais do que uma mulher por mês em contexto de violência doméstica.

Não, não vamos falar de violência doméstica

Não, não vamos voltar a falar de violência doméstica. Não, não vamos relembrar que só em Janeiro nove mulheres foram assassinadas pelos maridos. Não, não vamos, dizer que uma menor foi assassinada pelo pai.

Vamos continuar as nossas vidas e a achar que “entre marido e mulher não se mete a colher”.

Vamos continuar a ignorar a necessidade de sensibilização das entidades de justiça responsáveis pela investigação de crimes de violência doméstica para a verdadeira punição deste crime.

A importância de não ficar calado

Nas últimas semanas temos tido a possibilidade de ver um anúncio televisivo que alerta para a violência contra idosos e o facto de todos nós podermos ser cúmplices desse crime.

Em Portugal ainda se encontra enraizada a mentalidade: “não é comigo, não vou intervir. Alguém irá resolver”.

Mas muitas vezes o vizinho do lado, o senhor do café, ou a senhora da mercearia são os únicos que poderão evitar a continuidade deste crime.

Violência doméstica dispara no Alto Alentejo

Os números são do Núcleo de Apoio à Vítima de Violência Doméstica (NAVVD) do Distrito de Portalegre da Cruz Vermelha. Em 2018 aquele núcleo acompanhou 80 casos de violência doméstica no distrito, mais 20 casos que no ano anterior.

A maioria das vítimas é mulher, com idades compreendidas entre os 35 anos e os 55 anos e os concelhos com maior incidência são os de Portalegre e os de Elvas.

 

Alto Alentejo Contra a Violência

O Alto Alentejo está contra a Violência e será em Ponte de Sor, a 12 de outubro, que decorrerão as primeiras jornadas do Alto Alentejo Contra a Violência.

Organizado pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), o evento contará na sessão de abertura com a presença da Ministra da Presidência e Modernização Administrativa, Maria Leitão Marques.

Em discussão estarão três temáticas: ‘Violência Doméstica: Da lei à intervenção’; ‘Crianças e Jovens Vítimas de Crime’ e ‘Pessoas Idosas Vítimas de Violência e de Crime’.

A CULPA NÃO PODE CONTINUAR A MORRER SOLTEIRA

Esta semana, soube-se a notícia de uma mulher que foi assassinada pelo marido no período que decorria entre o inquérito e o julgamento de processo de violência doméstica.

Do que foi possível apurar, a medida de coação proposta e aplicada, não foi a suficiente para impedir o desfecho agora conhecido.

Infelizmente, esta não é uma situação comum.

NÃO EM NOSSO NOME!

 

Esta semana tem sido marcada por diversas reacções ao acórdão do Tribunal da Relação do Porto num caso de violência doméstica e que foi assinado pelo Juíz Neto Moura.

Não irei aqui fazer qualquer apreciação sobre a opção de manter a decisão de primeira instância pois não tenho os dados suficientes para fazer essa análise.

Creio mesmo que o foco nesta situação nem está tanto na decisão em si, mas sim na fundamentação da mesma.

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