O setor vitivinícola do Alentejo gera um impacto total de quase 1,45 mil milhões de euros na economia portuguesa, integrando os efeitos diretos, indiretos e induzidos na distribuição e na restauração. Os dados constam de um estudo socioeconómico da NOVA School of Business & Economics, apresentado hoje em Évora pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana. De acordo com a investigação, a atividade acrescentou cerca de 673 milhões de euros ao Produto Interno Bruto nacional em 2023, garantiu 95 milhões de euros em receitas fiscais para o Estado, sustentou mais de 21 mil empregos diretos e gerou 269 milhões de euros em remunerações.
Os números confirmam a relevância do Alentejo no panorama nacional, com a região a representar 16,4% da produção nacional de vinho, 16,8% dos vinhos com Denominação de Origem Protegida e 19% dos vinhos com Indicação Geográfica Protegida. A apresentação deste estudo coincidiu com o lançamento do Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, que define as prioridades da região para aumentar o valor da fileira e projetar o Alentejo internacionalmente.
À margem do evento, o presidente da comissão vitivinícola, Luís Sequeira, revelou que a meta passa por duplicar as exportações dos atuais 20 milhões de litros para 40 milhões de litros até 2030. Com este impulso, a região pretende elevar o seu impacto económico global para perto de dois mil milhões de euros em cinco anos e fazer subir o contributo para o PIB nacional para praticamente 900 milhões de euros. Para alcançar estes objetivos, os esforços de promoção externa vão concentrar-se em mercados prioritários e com preços de exportação mais elevados, nomeadamente o Brasil, Inglaterra, Estados Unidos e Canadá.
