Tribuna Alentejo
cz
Alentejo Central

TECNOLOGIA PODE PROVOCAR REVOLTA SOCIAL SE AS PESSOAS NÃO FOREM COLOCADAS EM 1.º LUGAR

Richard Baldwin, um grande especialista sobre a globalização, veio a Portugal para uma conferência para debater a desigualdade na Fundação Francisco Manuel dos Santos e considerou que vai ocorrer uma revolta social contra a tecnologia e que a revolução tecnológica e a globalização já estão a colocar novos problemas à economia, como a destruição de postos de trabalho tradicionais e a crescente automação dos processos de produção industrial, defendendo como solução o rendimento mínimo de sobrevivência e o aumento do peso do Estado.

O eurodeputado eborense Carlos Zorrinho concorda que o desenvolvimento de novas tecnologias de automatização de procedimentos (robotização) as características do trabalho e das competências necessárias para o desempenhar vão mudar de forma drástica. "Muitas oportunidades de trabalho vão ser criadas e muitas vão ser perdidas, mas não necessariamente para as mesmas pessoas e nos mesmos territórios". Zorrinho alinha na Flexisegurança, mas "com as Pessoas em primeiro lugar". 

Para Baldwin a alternativa, que é onde se baseia o conceito de "flexicurity", é um modelo assente numa espécie de contrato social, pelo qual quando se perde o emprego — seja devido à globalização, à automação, à idade ou a mudanças climáticas, o que seja — o Estado e a sociedade têm a obrigação de ajudar o trabalhador a ajustar-se à nova realidade.

"A flexisegurança como princípio é necessária, mas o importante são os valores e as garantias que nela são incluídas" defende Carlos Zorrinho. "Não podemos aceitar que a modernização tecnológica seja um processo tecnocrático  "doa a quem doer". É preciso garantir a todos os trabalhadores oportunidades de requalificação e garantias de acesso a mecanismos de transição que assegurem a sua dignidade", sublinha o eurodeputado.

E conclui que no quadro do desenvolvimento do pilar social europeu tem-se batido para que essas garantias sejam asseguradas. "Há quem pense que com a evolução tecnológica as diferenças entre ser de esquerda ou de direita foram anuladas. Não é verdade. Revelam-se é de outra forma. Uma "flexisegurança" de esquerda e progressista coloca as pessoas em primeiro lugar."

Artigos relacionados

Especialistas de cadastro predial e topógrafos estiveram reunidos este fim-de-semana em Évora

Redação Alentejo

GNR detém casal em Vendas Novas por violência doméstica agravada ao próprio filho de 3 anos

Redação Alentejo

Santuário de Elefantes do Alentejo recebe elefante vindo da Bélgica e prevê mais um animal em 2027

Redação Alentejo

Alentejo Central aprova orçamento de 18 milhões para 2027, de volta ao edifício sede que esteve em obras de reabilitação

Redação Alentejo

Arrancam obras para a ligação de energia ao novo Hospital Central do Alentejo. Linhas subterrâneas atravessam Évora e têm mais de 14 km de extensão

Redação Alentejo

Estremoz investe 430 mil euros na primeira fase da Mata Municipal

Redação Alentejo