Tribuna Alentejo
Saúde

Serviços de hemodiálise no Alentejo em risco por falta de médicos e pessoal qualificado

A Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) manifestou publicamente a sua preocupação com a escassez de profissionais de saúde especializados em hemodiálise, um entrave que está a ameaçar a realização de tratamentos essenciais no Algarve e no Alentejo. De acordo com o presidente da organização, Paulo Urbano, as denúncias de doentes que se viram forçados a abdicar do seu período de descanso por falta de vagas naquelas regiões têm aumentado significativamente nas últimas semanas. O dirigente esclarece que este cenário não se deve à escassez de infraestruturas ou à qualidade dos serviços prestados, uma vez que o país conta com uma rede hospitalar e clínica de excelência. O verdadeiro problema reside na enorme dificuldade em contratar e reter médicos, enfermeiros e técnicos qualificados, o que diminui a capacidade de resposta dos centros de tratamento numa altura de grande afluência turística como o verão.

Esta carência de equipas de saúde acaba por privar centenas de cidadãos com insuficiência renal de um direito fundamental e comum a toda a população: o direito ao lazer e ao convívio familiar. Paulo Urbano recorda que a patologia renal não pode funcionar como um isolamento forçado e adverte que qualquer falha na regularidade destas sessões clínicas coloca em perigo imediato a sobrevivência dos doentes. Perante este panorama preocupante, a APIR exige uma intervenção urgente do Ministério da Saúde e das autoridades governamentais competentes. A associação defende a criação de medidas concretas de valorização profissional para fixar os especialistas do setor, garantindo que o acesso a este tratamento vital seja assegurado de forma contínua em todo o território nacional, sem discriminações geográficas ou sazonais.

Artigos relacionados

Administração de saúde de Portalegre cortou metade no horário do oncologista Rui Dinis. Presidente da Câmara pede prudência na gestão da polémica que está a gerar forte contestação popular

Redação Alentejo

Saúde do Alto Alentejo desmente cortes na oncologia e garante continuidade do oncologista Rui Dinis, após contestação popular

Redação Alentejo

Com Radioterapia encerrada desde junho, doentes oncológicos de Évora são forçados ir para Lisboa ou Faro. BE exige reabertura imediata do serviço

Redação Alentejo

Évora integra 40 novos profissionais de saúde já a pensar no novo Hospital Central do Alentejo

Redação Alentejo

Mais de 1,36 milhões sem médico de família

Redação Alentejo

Baixo Alentejo reforça assistência médica com 17 novo enfermeiros

Redação Alentejo