Tribuna Alentejo
seca
Ambiente

A seca está de volta ao sul

A seca está de volta e neste momento abrange já 53,3% do território nacional. O Alentejo não é exceção.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera – IPMA, no seu último Resumo Climatológico, o valor médio da precipitação em dezembro foi somente de 37% dos valores habituais para este mês, uma quebra que vai no oitavo ano consecutivo – nem um novembro chuvoso, com mais 63% de precipitação que o habitual, conseguiu compensar este facto – atirando novamente o continente para a uma situação de seca, à semelhança do que aconteceu no inverno passado.

Também setembro teve uma precipitação muito fraca e foi mesmo o mais seco dos últimos 30 anos, com somente 20% da precipitação normal. Outubro seguiu esta tendência e de pouca pluviosidade com 72% abaixo do normal.

Face a estes números, e de acordo com o índice de seca PDSI, o IPMA considera que devido a esta fraca pluviosidade a sul do Tejo – Algarve, Alentejo, Área Metropolitana de Lisboa e Região Oeste, e uma parte dos distritos de Castelo Branco e de Santarém – 53,3% do território continental nacional esteja enquadrado naquilo que se considera uma situação de "seca fraca".

Recordamos que, no ano passado, em dezembro o 51% do país atravessava um período de seca extrema e que, no final de fevereiro, a Barragem da Vigia (Redondo) estava somente a 13% da sua capacidade normal.

Também a temperatura tem estado anormal em relação a outros anos, situando-se acima dos valores habituais com um valor médio da temperatura máxima na ordem dos 15,21º, mais 1,33º que o normal, e o terceiro valor mais alto desde 1931

Até 3 de fevereiro, a previsão mensal do IPMA, continua a prever uma precipitação abaixo do normal para durante duas semanas, de 7 a 13 e de 14 a 20 de janeiro, com base nos dados do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo.

Reflexo da pouca chuva são os valores apresentados pelo Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH) da Agência Portuguesa do Ambiente e que coloca os armazenamentos por bacia hidrográfica dos rios Ave, Guadiana e Arade abaixo das médias de armazenamento de dezembro (de 1990/91 a 2017/18).

 

Imagem de cdn-images.rtp.pt

Siga o Tribuna Alentejo no  e no . Junte-se ao Fórum Tribuna Alentejo e saiba tudo em primeira mão

 

 

Artigos relacionados

Projeto de Ervidel alia proteção das aves à memória alentejana

ta_admin

Torres eólicas de grande porte em Ourique e Odemira vão destruir a paisagem e o ecossistema, alerta Quercus

Redação Alentejo

Alto Alentejo lança rede de bicicletas elétricas partilhadas em nove municípios

Redação Alentejo

AMCAL lança rede de recolha de óleos alimentares usados de última geração

Redação Alentejo

Quercus pede à Agência Portuguesa do Ambiente que não ceda às ameaças dos promotores imobiliários nas praias de Grândola

Redação Alentejo

Fogo em Beja mantém-se activo junto a Guarita Nova

Redação Alentejo