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Alto Alentejo

José Régio, o brilhante professor de Portalegre, morreu há 50 anos

Será um dos versos mais conhecidos da poesia em língua portuguesa “Não sei para onde vou – Sei que não vou por aí!” e pertence a José Régio, o escritor que nasceu em Vila do Conde e que passou boa parte da sua vida em Portalegre, a ensinar.

Este ano, após 50 anos da sua morte, a cidade alentejana quer homenageá-lo, juntamente com Vila do Conde, e fá-lo-ão com exposições, ciclos de cinema, conferências e reedições entre as iniciativas de um vasto programa que durará até 2020.

José Régio era o nome literário de José Maria dos Reis Pereira, nascido em 1901, em Vila do Conde, estudou em Coimbra e lecionou em Portalegre durante mais de 30 anos. Faleceu em 1969.

Para assinalar esta efeméride, o Ministério da Cultura, em conjunto com as direções regionais de Cultura do Norte, do Centro e do Alentejo, os municípios de Vila do Conde, Coimbra e Portalegre, e o Centro de Estudos Regianos (Vila do Conde) juntaram-se e criaram um vasto programa cultural.

Régio foi poeta, dramaturgo, romancista, entre outro estilos de escrita e era ainda grande conhecedor e colecionador de arte sacra e popular, existindo em Portalegre um museu dedicado aos “seus” Cristos.

Parte do programa é o espetáculo criado por Pedro Lamares, inspirado no estudo da obra de José Régio, e, em Portalegre, haverá espaço para um ciclo de cinema com filmes relacionados com a obra literária do autor, na cidade será ainda criada uma instalação plástica do artista Daniel Eime e que gravará o rosto de José Régio na fachada da casa onde viveu. Nas escolas locais serão realizadas maratonas de leitura de poemas e concursos de desenho e literatura.

Um ciclo de conferências e mesas redondas e a reedição de algumas das obras de Régio: Antologia Poética, Jogo da Cabra-cega, Histórias de Mulheres e Três Peças em um Ato, além da biografia do escritor por Eugénio Lisboa são outras das propostas.

Para estas comemorações e evocação de José Régio, a oranização desenvolveu uma imagem gráfica, com um dos versos mais conhecidos do poeta (“Não sei para onde vou, não sei por onde vou, sei que não vou por aí”), e criado um site na Internet (www.joseregio.org), onde vai ser divulgada toda a programação.

 

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