A Malvada Associação Artística apresenta, entre 3 e 5 de fevereiro, a performance interativa EXCESSO, dirigida a crianças, no Salão Central Eborense, em Évora. A iniciativa integra uma carreira com várias sessões destinadas a escolas do concelho e uma apresentação aberta a famílias e ao público em geral, reforçando a programação cultural dirigida aos públicos mais jovens no Alentejo.
Criada por Ana Luena e José Miguel Soares, com texto de Manuela Leitão, música de Zé Peps e interpretação de Rúben Jaulino, EXCESSO propõe uma reflexão artística sobre ecologia, consumo e sustentabilidade. A performance cruza poesia, projeção em tempo real, vídeo, canções originais e a manipulação ao vivo de objetos e imagens, incentivando a participação ativa das crianças e promovendo o contacto com a leitura e a poesia através de uma linguagem acessível e visualmente envolvente.
O espetáculo aborda temas como a cultura do consumo, a aceleração do tempo e a exploração intensiva dos recursos naturais, problemáticas particularmente relevantes num território como o Alentejo, onde a relação com a paisagem, os recursos e a sustentabilidade assume um papel central. Através de uma abordagem poética e sensorial, a criação pretende estimular o debate, a consciência ambiental e o sentido coletivo de responsabilidade perante o futuro.
Estreado em 2025, EXCESSO tem vindo a afirmar-se como um projeto versátil, apresentado em teatros, escolas e outros contextos culturais, com forte adesão do público e interesse por parte de instituições educativas e culturais. Em Évora, a Malvada promove cinco sessões para escolas, destinadas a alunos do 1.º ao 7.º ano, e uma sessão aberta ao público no dia 5 de fevereiro, às 19h00, permitindo o acesso de crianças, famílias e comunidade em geral a esta criação num espaço emblemático da cidade.
A Malvada Associação Artística, estrutura sediada em Évora e financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, desenvolve o seu trabalho a partir do Alentejo, assumindo o território como centro de criação contemporânea e de reflexão artística, com uma forte ligação à comunidade e aos públicos locais.
