Tribuna Alentejo
pata_negra
Negócios e Empresas

O FIM DO PRESUNTO PATA NEGRA?

É considerado o presunto mais caro do mundo. Aqui ao lado do Alentejo, em Cortegana, na Andaluzia, em Espanha, uma edição muito reservada e limitada, pode chegar a custar 500 euros o quilo.

Mas surgiram, esta semana, notícias que Bruxelas pode estar a preparar-se para colocar um ponto final à castração destes animais até 2018, noticia que que colocou em alerta os apreciadores alentejanos e também os espanhóis que tem manifestado o seu desagrado.

Numa peça de Nuno Veiga, no Observador, é revelado que já em 2010 a Comissão havia recomendado alternativas à castração de suínos. Outra fonte, a TSF, revela que , nessa mesma data, terá mesmo sido assinada uma carta de intenções – sem valor vinculativo – por parte de organizações de agricultores europeus, industriais das carnes, retalhistas, cientistas, veterinários e organizações defensoras dos animais.

Segundo os entendidos, a não castração dos animais não permitirá atingir padrões de qualidade mais elevados.

Os porcos que dão origem ao presunto pata negra são castrados de modo a evitar que as hormonas que são produzidas – quando se aproximam da maturidade sexual – não transmitam odor sexual à carne e também porque os suínos castrados produzem carnes com um teor de gordura mais elevado, algo importante para a produção de presuntos de alta qualidade.

Esta notícia deixou em alerta os muitos alentejanos e apreciadores do porco preto um pouco por todo o mundo. O TRIBUNA ALENTEJO tentou obter uma reação junto do Ministério da Agricultura mas, até ao momento, tal não foi possível.

 

Imagem presuntolowcost.blogspot.pt

Artigos relacionados

Rita Nabeiro, da Adega Mayor, é a terceira mulher mais poderosa do turismo, hotelaria e vinhos

Redação Alentejo

Queijaria das Romãs, de Vendas Novas, vence Melhor Queijo de Portugal 2026

Redação Alentejo

Obras de modernização dos acessos ao Porto de Sines já arrancaram. Investimento na requalificação é superior a 3 milhões de euros

Redação Alentejo

Economia nacional com alívio na dívida pública mas pressão nos juros da habitação e nas contas externas

Redação Alentejo

Negócio que ia colocar Refinaria de Sines nas mãos de espanhóis cai. Galp e Moeve não chegaram a acordo

Redação Alentejo

Saída da Microsoft de projeto britânico não afeta expansão em Sines

Redação Alentejo