Tribuna Alentejo
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Alentejo Central

JOAQUIM MOIO, UM CAMPEÃO ALENTEJANO

Tem 43 anos, é natural de Évora e apaixonado pela pesca, tanto que faz dela um hobbie, um desporto e negócio (empresário no ramo da pesca e da náutica). Falamos de Joaquim Moio, um dos nossos melhores pescadores no mundo. E não exageramos, tendo em conta as vitórias que tem trazido para o país e para o Alentejo. Fomos conversar com ele, acabado de chegar da Itália, do campeonato do mundo de pesca ao Achigã, e a preparar-se para viajar para os Estados Unidos da América, onde vai representar Portugal, ao serviço das cores Bass Nation Portugal, de 5 a 7 de Novembro.
 
 
Tribuna Alentejo: Chegou a desarrumar as malas das sua última viagem?
 
Joaquim Moio: (risos) Estou muito entusiasmado com esta participação na "Meca do Achigã". É a primeira vez que vou participar neste que é um dos mais competitivos e profissionalizados teatros de pesca mundial.
 
Tribuna Alentejo: De onde vem esta paixão pela pesca? O Alentejo é de alguma forma responsável por ela?
 
Joaquim Moio: A paixão começou muito cedo, em miúdo, com os amigos. Com tão bons locais para pescar, o Alentejo fez de mim, de certa maneira, um bom pescador. Pelo menos um pescador apaixonado. A ele (Alentejo), aos amigos e à família devo as minhas vitórias.
 
 
Tribuna Alentejo: Foi campeão do mundo individual, duas vezes campeão do mundo Nações, uma vez vice-campeão do mundo individual e tetra campeão nacional na Pesca Desportiva de Achigã. Tem levado o Alentejo para além das nossas fronteiras. Como é estar nesse papel?
 
Joaquim Moio: Como devem imaginar, tenho o maior orgulho em fazê-lo. Levo lá fora o nome do meu País e do meu Alentejo. O meu objectivo em todas as provas em que participo é honrar a confiança que em mim é depositada. No momento em que subo ao pódio penso sempre na sorte que tenho, por fazer o que gosto, e em como ter nascido onde nasci e cresci contribuiu para aquilo que sou. Mais do que orgulhoso sinto-me agradecido.
 
 
Tribuna Alentejo: Deduzimos que seja uma actividade dispendiosa já que implica equipamento e deslocações, muitas vezes a locais distantes. Como torna sustentável esta actividade?
 
Joaquim Moio: Para ir representar o País nos mundiais, basicamente temos de pagar. Não temos apoios de ninguém. A nível nacional valem-nos alguns patrocínios, de resto sempre à conta do atleta.
 
 
Tribuna Alentejo: Deixa sempre bem claro e já o fez aqui que tendo em conta a quantidade de barragens e a sua qualidade, viver no Alentejo contribui para a paixão pela pesca. Mas alerta sempre para a questão da sustentabilidade do meio. O que o preocupa? Está em causa a qualidade dos locais de pesca?
 
Joaquim Moio: Sem dúvida.
Há um senão nas nossas leis, que, do meu ponto de vista, não defendem a sustentabilidade da pesca desportiva. Defendo alterações na lei como solução, porque podem vir a obrigar a alterações no comportamento de quem pesca,  impondo limites à captura. A pesca desportiva captura e volta a libertar o pescado. A pesca profissional faz negócio, violando as leis quanto aos meios usados para a pesca. Alqueva por exemplo, podia ser o melhor lago do mundo para a pesca desportiva do achigã, mas pesca-se lá demais.
 
Nota da redação: Foi uma honra para nós conhecer Joaquim Moio, não porque se trate de um campeão, que é, mas pela sua afabilidade, modéstia e energia. Deixamos aqui a ligação ao seu perfil de Facebook para que todos os que, não podendo de outra forma, o apoiem, incentivando-o. Quanto a nós, tem-nos como admiradores.

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