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Política Nacional

“Guerra” entre Bombeiros e Governo estende-se ao Alentejo

A maioria das corporações de bombeiros do Alentejo não está a reportar informações operacionais aos comandos distritais de operações de socorro (CDOS). Em 44 corporações de bombeiros alentejanas, 33 não passam informação aos respetivos CDOS. Apenas uma corporação de bombeiros em Évora e dez no distrito de Portalegre, continuam a transmitir informações operacionais aos CDOS. Segundo Inácio Esperança, presidente da Federação Distrital de Bombeiros a corporação de Reguengos de Monsaraz não aderiu ao protesto por ainda estar a avaliar a situação.

Enquanto as federações de bombeiros defendem que o protesto, cuja origem está na nova Lei Orgânica da Proteção Civil, não coloca em causa a segurança das pessoas e bens, já o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considerou o comportamento dos bombeiros de ilegal e que "coloca em causa a segurança das pessoas ao afetar a coordenação de meios de resposta".

Em Beja 15 corporações de bombeiros resolveram criar um "Comando Autónomo Interno" (CAI), para que "eventuais pedidos de reforço de meios externos ao Corpo de Bombeiros (CP), seja transmitida à Central desse CP, cujo comandante diligenciará esse pedido ou dele dará conhecimento ao Corpo de Bombeiros vizinho ou à GNR, PSP, INEM ou eventualmente o SMPC".

 

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