Portugal e Espanha vão formalizar, na próxima semana, os acordos para a construção das pontes de Nisa e Alcoutim, que terão financiamento europeu e que têm sido reiteradamente anunciadas em sucessivas cimeiras entre os dois países.
De acordo com a página oficial na Internet do executivo espanhol, o Conselho de Ministros de Espanha decidiu, na terça-feira, autorizar a assinatura de dois acordos com Portugal para a construção das duas pontes internacionais, uma entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana, sobre o rio Guadiana, e a outra entre a freguesia de Montalvão, no concelho de Nisa, e Cedilho, sobre o rio Sever.
Os dois acordos serão assinados na cimeira luso-espanhola agendada para dia 23, em Faro, disseram à Lusa fontes oficiais portuguesas.
As duas ligações estão inscritas na Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriça que Portugal e Espanha acordaram em 2020.
No caso da ponte sobre o rio Sever, para ligar o município de Nisa a Cedillo, na Estremadura espanhola, a obra inclui mais de 12 quilómetros de vias rodoviárias que permitirão reduzir 85 quilómetros no percurso que atualmente é preciso fazer por estrada entre as duas localidades.
A presidente da Câmara Municipal de Nisa, Idalina Trindade, em declarações à agência Lusa, disse esperar que o projeto fique concluído até dezembro de 2025, sendo esta obra “um sonho” que vai trazer para esta região um “maior incremento” na economia, num contexto de cooperação transfronteiriça.
De acordo com a autarca, a obra no seu concelho envolve “um investimento superior a 11,9 milhões de euros”, suportados PRR.
“A empresa que vai fiscalizar a obra está em final de procedimento de contratação, por isso, precisamos apenas da última Declaração de Impacte Ambiental, porque já temos uma declaração de conformidade”, acrescentou a responsável.
Idalina Trindade disse ainda esperar que, após a cimeira ibérica, possa ser lançado “de imediato” o concurso internacional da empreitada.
“Os 365 dias que esta empreitada prevê, em termos de execução física, são perfeitamente exequíveis”, considerou, explicando que “a ponte é constituída por um tabuleiro de 100 metros e tem uma fixação às margens, não no leito do rio”.
E, enquanto forem feitas “as fundações e os pilares de suporte, os dois arcos gémeos que vão suportar o tabuleiro vão ser executados produção em molde, por isso, vamos ter ponte, seguramente, até dezembro de 2025”, afirmou.
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