A falha no sistema informático do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continua a afetar gravemente a região do Alentejo, provocando fortes constrangimentos no acesso a consultas e na passagem de receitas médicas. Segundo o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), persistem locais na região onde o sistema informático se mantém em baixo. Esta quebra tecnológica impede os médicos de acederem ao historial clínico dos utentes e deixa as farmácias locais sem conseguir validar a taxa de comparticipação dos medicamentos, obrigando vários doentes a pagar as receitas por inteiro para não interromperem os seus tratamentos.
Em resposta aos problemas registados, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) desvalorizaram a dimensão global do apagão e garantiram que o sistema está a funcionar normalmente na generalidade do país. A tutela assegurou que as falhas identificadas na Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) se tratam de um problema estritamente local e circunscrito, rejeitando a existência de um bloqueio sistémico na restante rede nacional.
Apesar da justificação oficial, o impacto prático na região é forte, com o Serviço de Urgência Polivalente do Hospital de Évora a ser fortemente afetado. Em comunicado a ULSAC confirmou que a unidade hospitalar está a funcionar com limitações decorrentes destas falhas técnicas, o que obrigou à ativação imediata dos planos de contingência para garantir a continuidade da prestação de cuidados. A administração regional alertou os utentes alentejanos de que estes constrangimentos vão resultar num aumento significativo dos tempos de espera na urgência, apelando à compreensão de quem necessita de assistência.
