Tribuna Alentejo
Saúde

Falha informática no SNS gera atrasos no Hospital de Évora e bloqueia receitas no Alentejo

A falha no sistema informático do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continua a afetar gravemente a região do Alentejo, provocando fortes constrangimentos no acesso a consultas e na passagem de receitas médicas. Segundo o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), persistem locais na região onde o sistema informático se mantém em baixo. Esta quebra tecnológica impede os médicos de acederem ao historial clínico dos utentes e deixa as farmácias locais sem conseguir validar a taxa de comparticipação dos medicamentos, obrigando vários doentes a pagar as receitas por inteiro para não interromperem os seus tratamentos.
Em resposta aos problemas registados, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) desvalorizaram a dimensão global do apagão e garantiram que o sistema está a funcionar normalmente na generalidade do país. A tutela assegurou que as falhas identificadas na Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) se tratam de um problema estritamente local e circunscrito, rejeitando a existência de um bloqueio sistémico na restante rede nacional.
Apesar da justificação oficial, o impacto prático na região é forte, com o Serviço de Urgência Polivalente do Hospital de Évora a ser fortemente afetado. Em comunicado a ULSAC confirmou que a unidade hospitalar está a funcionar com limitações decorrentes destas falhas técnicas, o que obrigou à ativação imediata dos planos de contingência para garantir a continuidade da prestação de cuidados. A administração regional alertou os utentes alentejanos de que estes constrangimentos vão resultar num aumento significativo dos tempos de espera na urgência, apelando à compreensão de quem necessita de assistência. 

Artigos relacionados

Administração de saúde de Portalegre cortou metade no horário do oncologista Rui Dinis. Presidente da Câmara pede prudência na gestão da polémica que está a gerar forte contestação popular

Redação Alentejo

Saúde do Alto Alentejo desmente cortes na oncologia e garante continuidade do oncologista Rui Dinis, após contestação popular

Redação Alentejo

Com Radioterapia encerrada desde junho, doentes oncológicos de Évora são forçados ir para Lisboa ou Faro. BE exige reabertura imediata do serviço

Redação Alentejo

Évora integra 40 novos profissionais de saúde já a pensar no novo Hospital Central do Alentejo

Redação Alentejo

Mais de 1,36 milhões sem médico de família

Redação Alentejo

Baixo Alentejo reforça assistência médica com 17 novo enfermeiros

Redação Alentejo