O presidente do Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR), Tiago Braga, considerou "importante, mas residual" a medida anunciada pelo Governo para fazer face à subida dos preços dos combustíveis. Em declarações, o responsável alertou para o "impacto imediato" que o aumento dos preços terá junto das pequenas empresas da região.
"Mais do que o valor em si, o que preocupa as empresas é a volatilidade. As pequenas e médias empresas precisam de previsibilidade para planear custos e preços, e estas oscilações dificultam muito esta gestão", afirmou Tiago Braga, sublinhando que "quem sente primeiro acaba por ser sempre o pequeno empresário".
O Governo decidiu aplicar uma redução temporária e extraordinária de 3,55 cêntimos por litro no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) sobre o gasóleo rodoviário, em resposta a uma subida prevista de 23,4 cêntimos por litro a partir da semana seguinte. A medida foi anunciada pelo Ministério das Finanças, liderado por Joaquim Miranda Sarmento.
A escalada dos preços dos combustíveis decorre do conflito no Médio Oriente, na sequência do ataque militar norte-americano e israelita ao Irão, a 28 de fevereiro, que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em resposta, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em vários países da região. Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos.
