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Ambiente

Ativistas prometem impedir descargas de gás natural em Sines

A plataforma "Parar o gás" anunciou que vai interromper o funcionamento do terminal de gás natural liquefeito (GNL) no Porto de Sines este sábado. Quando questionada se a polícia não estaria alerta para impedir a ação, a porta-voz da plataforma afirmou que isso não a preocupa, pois o medo do futuro é maior do que o medo das forças policiais. Jovens ativistas da Greve Climática Estudantil têm ocupado estabelecimentos de ensino em todo o país para mobilizar pessoas para participar na ação de sábado, embora até agora tenham conseguido pouco mais de 200 assinaturas.

Catarina Viegas, a porta-voz da plataforma não revelou muitos detalhes sobre a ação, mas disse que autocarros sairão de Lisboa, Porto e Coimbra com destino a Sines, onde as pessoas devem levar água, comida e coragem. De acordo com a porta-voz, a ação será pacífica e que esta é uma luta da sociedade e não apenas dos jovens, já que as consequências da crise climática afetam todos. O objetivo da plataforma é acabar com a exploração de combustíveis fósseis e alcançar eletricidade 100% renovável e acessível até 2025.

A porta-voz da plataforma chamou ao terminal de GNL um "local de crime" e criticou os investimentos em infraestruturas de gás natural e os lucros da Galp. Afirmou ainda que não há planos para travar as emissões de gases com efeito de estufa e que é preciso parar as fontes de emissões de GEE com as mãos e o corpo. Ela alertou que o tempo é escasso e que são necessárias mudanças rápidas e eficazes para combater a crise climática.

 

Fotografia de expresso.pt

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