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Alterações climáticas têm provocado aumento do risco de incêndio – próximos dias perto dos 30ºC

Nos próximos dias as temperaturas vão aproximar-se dos 30 graus o que que aumenta o risco de incêndio em todo o país, não sendo o Alentejo exceção. O Ministro da Administração Interna garante que o país está preparado para esta subida de temperaturas e para o aumento do risco de incêndios.

O risco é mesmo considerado muito elevado em alguns concelhos do distrito de Portalegre e Beja, além de Faro e Santarém.

Informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) dão conta de uma subida da temperatura máxima até terça-feira, apresentando-se valores acima do habitual para esta época do ano e sendo a humidade relativa do ar inferior a 35%, condições propícias ao aumento dos índices de risco de incêndio.

Já foram registados pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), desde o início do ano,  1344 incêndios, num total de 1608 hectares de área ardida o que faz a entidade e Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, a alertar para comportamentos de risco como a queima de matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração MAI apela a que se evitem comportamentos de risco

Estas alterações climáticas, mais calor e menos chuva, têm-se verificado em Portugal desde 1950, como refere um estudo recente do IPMA e do JN e que revela ainda que, por década, a temperatura sobe 0,2ºC graus em Portugal.

Esta subida de temperatura vem acompanhada de uma diminuição da precipitação e regista ainda 2017 como o ano mais quente do país desde 1950 – chove menos 40 milímetros por década no nosso país.

A análise baseou-se nos registos das estações de Lisboa, Bragança, Coimbra, Santarém e Beja no período entre 1950 e 2018.

As mesmas alterações foram também registadas em Espanha, local onde, segundo Filipe Duarte Santos, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e especialista internacional em alterações climáticas, usam 17% das águas residuais em regadio, a mesma solução adotada por Israel – que sofre também com estas alterações climáticas – que usa 86% e que pode ser a resposta para ultrapassar possíveis secas severas do futuro. Em Portugal esta prática é ainda inexpressiva.

 

Imagem de extinfran.com.br

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