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Ambiente

Alqueva simula situação de cheia no rio Guadiana

A barragem de Alqueva vai libertar 45 hm3 de água a partir da barragem de Pedrógão, numa simulação de caudal de cheia, uma medida essencial para limpeza e manutenção dos ecossistemas ribeirinhos no leito do rio Guadiana até à foz.

Em comunicado, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) adianta que a operação terá início no final do dia de amanhã, terça-feira, “atingindo o pico nos dias 28 e 29 de fevereiro, com uma média de 300 m3 de água libertada por segundo”.

Segundo a mesma fonte, “o caudal a descarregar irá registar um aumento gradual durante as primeiras 3 horas e um decréscimo gradual de idêntica duração na fase final”, numa condição designada por “Caudais de Cheia”.

A EDIA destaca que “este é o segundo ano consecutivo que Alqueva procede à libertação de água, no âmbito do regime de caudais ecológicos definidos para as albufeiras de Alqueva e Pedrógão, constante do contrato de concessão celebrado entre o Estado Português e a EDIA, onde está prevista a simulação de um caudal de cheia, a jusante da barragem de Pedrógão, caso as afluências naturais, em ano não seco, não atinjam valores iguais ou superiores a 300m3/s desde o início de novembro na secção do Pulo do Lobo”.

Assim, uma vez que, tal como em 2023, este ano os caudais registados no Pulo do Lobo foram inferiores a 300 m3/s, a EDIA irá assegurar o cumprimento do contrato.

O mesmo comunicado refere que “o caudal de 45 hm3 a libertar representa cerca de 7% do volume encaixado em Alqueva desde o dia 1 de janeiro até à data de hoje, não colocando em causa a garantia de água de Alqueva para os diferentes fins a que se destina, nomeadamente: agricultura, abastecimento público e industrial e produção de energia hidroelétrica”.

Além disso, a EDIA “informou as autoridades competentes, entre elas os serviços de proteção civil dos concelhos abrangidas e associação de pescadores profissionais, da realização desta operação”, tendo ainda solicitado “a sua colaboração no sentido de garantir a salvaguarda de pessoas e bens, face à subida de nível do rio Guadiana, a jusante da Barragem de Pedrógão, durante o período referido”.

 

Fotografia de expresso.pt

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