O Alentejo conta atualmente com 18 espaços certificados como refúgios climáticos, distribuídos por cinco concelhos, numa rede destinada a proporcionar locais de proteção e conforto durante períodos de calor intenso. A iniciativa integra a rede “Stay Cool”, certificada pelo Turismo de Portugal, e deverá ser progressivamente alargada a outros municípios da região.
Os refúgios disponibilizam condições destinadas a proteger residentes e visitantes das temperaturas elevadas, nomeadamente ambientes termicamente controlados, água potável e zonas de descanso. A rede assume particular importância para a atividade turística, permitindo aos visitantes encontrar espaços onde possam permanecer durante os períodos de maior calor.
A distribuição dos 18 espaços atualmente certificados é a seguinte: Almodôvar e Cuba têm sete refúgios cada, Mourão conta com dois, enquanto Arronches e Castelo de Vide dispõem de um cada. A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo considera que este tipo de resposta é especialmente relevante no interior alentejano, onde os episódios de calor intenso tendem a ser mais frequentes.
A expansão da rede conta com o apoio do programa “Crescer com o Turismo”, através de uma linha de financiamento nacional com uma dotação de um milhão de euros. As candidaturas podem ser apresentadas por câmaras municipais e juntas de freguesia, individualmente ou em parceria.
O apoio assume a forma de incentivo não reembolsável e pode financiar até 80% das despesas elegíveis, com um limite de 75 mil euros por candidatura. Entre as intervenções abrangidas encontram-se a criação de zonas de sombra, plantação de árvores, instalação de pérgulas, melhoria do mobiliário urbano, bebedouros, postos de enchimento de garrafas e nebulizadores.
A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo pretende que a rede venha a abranger todo o território regional, estando a trabalhar com os municípios e com o Turismo de Portugal na preparação de novas candidaturas.
A criação destes espaços surge num contexto de maior frequência de períodos de calor intenso. Segundo os dados divulgados, entre janeiro e junho de 2026, o IPMA contabilizou 59 dias de onda de calor em Portugal continental, enquanto no início de julho vários distritos chegaram a estar sob aviso vermelho devido às temperaturas elevadas.
A expansão dos refúgios climáticos constitui, assim, uma medida de adaptação às alterações climáticas, mas também uma resposta às necessidades do setor turístico. No Alentejo, onde as temperaturas de verão podem atingir valores particularmente elevados, a rede procura garantir melhores condições de conforto e segurança para quem visita ou reside na região durante os períodos de maior calor.
