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Ambiente

E se a água do Alqueva não chegar?

As dúvidas começam a surgir após o aumento da área de rega e da persistência de largos e frequentes períodos de seca mais frequentes e prolongados e que podem colocar em risco, a curto prazo, a sustentabilidade e os projetos de regadio existentes e que são já cerca de 200 mil hectares.

Uma carta de Francisco Gomes da Silva, antigo secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural de Passos Coelho, enviada ao PÚBLICO trouxe o problema da eventual insuficiência da água de Alqueva à discussão, baseando-se mais no elevado aumento do consumo provocado pelos muitos blocos de rega, mais que na pouca chuva que tem caído e que se sustenta em números.

A informação é avançada num artigo do jornalista Carlos Dias no Público e que entrevista Pedro Salema, presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), entidade responsável pela gestão da água da Barragem de Alqueva.

Salema garante que, a médio prazo, não se preveem cenários catastrofistas, pois basta um ano médio ao nível da pluviosidade para conseguir dar resposta às necessidades atuais, mas relembra que a água não é um recurso infinito.

O Ministério da Agricultura abordará o assunto numa conferência de imprensa marcada, dia 28 de novembro, na sede da EDIA, em Beja.

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