O município de Odemira promove, no dia 21 deste mês, a primeira edição da iniciativa “Viagem no Tempo”, que faz parte do projeto “Tempo de Incluir”, desenvolvido no âmbito do Plano Municipal de Cultura – “Tempo da Terra”.
A atividade, que se realiza nas aldeias de São Martinho das Amoreiras e Amoreiras-Gare, convida “a comunidade a participar numa experiência que reúne património, memória e práticas artísticas”, escreve a Câmara Municipal de Odemira em comunicado.
Inspirada no ciclo das estações do ano, “Viagem no Tempo” realiza-se quatro vezes por ano, durante três anos. Em cada edição, é proposto um percurso por diferentes localidades do concelho, promovendo “o encontro entre a comunidade, especialistas e expressões culturais locais”.
A primeira viagem, dedicada à primavera, convida a um passeio interpretativo por locais de valor histórico e patrimonial das aldeias de São Martinho das Amoreiras e Amoreiras-Gare, com o historiador António Martins Quaresma e com o arqueólogo Jorge Vilhena. Ao longo do percurso, “serão partilhadas histórias, curiosidades e testemunhos sobre os lugares visitados, convidando os participantes a recordar e partilhar memórias ligadas a estes espaços”.
Do percurso fazem parte paragens em locais emblemáticos, como a Estação Ferroviária de Amoreiras-Gare, “símbolo do desenvolvimento da Linha do Sul”, e a antiga Fábrica de Pranchas de Cortiça, “testemunho da atividade industrial local”, explica. Durante a manhã, há ainda uma demonstração da confeção das tradicionais alcôncoras, uma atuação do Grupo Coral Feminino de Amoreiras-Gare e momentos de convívio. Segue-se um almoço de gastronomia tradicional. À tarde, a atividade segue para São Martinho das Amoreiras, com um percurso pedonal pela Rua do Algarve, visitas interpretativas ao património local e momentos culturais “que evocam a história e identidade da aldeia”. Há ainda uma visita ao Centro de Valorização da Viola Campaniça, oficinas de saberes tradicionais e atuações musicais “com o instrumento identitário da região”.
A “Viagem no Tempo” faz parte do projeto “Tempo de Incluir”, que surgiu para “combater a exclusão social através da arte participativa, promovendo a inclusão, a valorização da memória coletiva e o acesso democrático à cultura, com financiamento através do Programa Alentejo 2030”.
Ao longo das várias edições desta iniciativa, que agora arranca, vão ser “recolhidos testemunhos e memórias que darão origem à criação de um documentário a apresentar futuramente na Mostra de Arte Participativa de Odemira”, remata.
Fotografia de jf-saomartinhodasamoreiras.com
