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Évora, Marvão e Ourique: mais 15 estrelas para o Alentejo

Novos investimentos em hotelaria podem vir a representar mais 15 estrelas para o Alentejo.

Um deles é o Paço de Valverde, em Évora, e que vir a ser recuperado e ser uma unidade hoteleira de 5 estrelas.

Para o efeito, a Universidade de Évora, proprietária do edifício, já lançou um novo concurso público do programa REVIVE e num preço abaixo do valor base antes apresentado – 1,6 milhões de euros – e com alterações no caderno de encargos, uma vez que esse concurso não recebeu qualquer proposta. O valor base do concurso baixou agora para 460 mil euros, quase menos 1,1 milhões de euros do que no concurso anterior concurso.

A Quinta do Paço de Valverde é do séc. XVI era um paço episcopal, situado perto da ribeira de Valverde. No seu terreno esteve sediado um convento e conservam-se muitos vestígios arquitetónicos quinhentistas.

Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o Estado criou aí um Posto Agrário e mais tarde foi a Escola Prática de Agricultura; depois foi Escola de Regentes Agrícolas, mantendo-se, desde então, agregada à Universidade de Évora.

Este imóvel pode juntar-se assim à Coudelaria de Alter do Chão e ao Convento de São Paulo, em Elvas e que serão ambos transformados em unidades hoteleiras do Grupo Vila Galé.

A Quinta do Paço de Valverde engloba ainda Capela e Claustro da Mitra, mata, várias pequenas capelas, jardim de Jericó e lago, aqueduto, sistema hídrico e horta, entre outras valências.

O programa Revive foi lançado pelos ministérios das Finanças, Cultura e Economia e prevê a concessão a privados de imóveis históricos degradados para que sejam recuperados.

Em Marvão, o investimento é na ordem dos 2,5 milhões de euros e farão nascer um pequeno hotel de charme de 5 estrelas dentro das muralhas da vila alentejana.

As obras de reabilitação do edifício com fachada manuelina terão início ainda no primeiro semestre deste ano.

Em Ourique, um grupo empresarial português quer também construir um hotel de cinco estrelas na zona da Torre Vã.

O grupo adquiriu a propriedade em 2017 e, no início deste ano, fez entrar um pedido de licenciamento na Câmara Municipal de Ourique.

O projeto – ainda em estudo – prevê uma unidade hoteleira de 5 estrelas, mas tem também uma componente que envolve a exploração agrícola.

A tornar-se realidade, o projeto pode vir a ser muito importante para a autarquia liderada por Marcelo Guerreiro, quer pelos postos de trabalho que possa vira a criar, quer por poder vir a representar um aumento da oferta turística local.

 

Imagem de diarioimobiliario.pt

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