11 Agosto 2017      12:46

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FALTA DE ÁGUA EM MÉRTOLA, UM PROBLEMA COM SOLUÇÃO À VISTA

Em ano de seca extrema, que fustiga particularemente o Baixo Alentejo e já obrigou a medidas restritivas no uso da água, Mértola parece ser um dos casos mais preocupantes. 

Em pelo menos 15 concelhos alentejanos não se pode encher piscinas, lavar os carros e até regar os jardins públicos, tudo para garantir as necessidades de consumo humano. Mas mesmo assim alguns concelhos já estão a ser abastecidos de água com recurso a autotanques, como são o caso de Mértola e de Odemira, onde os furos de captação existentes já não dão resposta às necessidades da população.

A escassez de água é tão elevada que a semana passada o governo proibiu o beberamento de animais na albufeira do Monte da Rocha, em Ourique, proibiu o uso agrícola da água da Barragem da Vigia no Redondo, distrito de Évora, que está a ser controlada diariamente e que está já abaixo dos 20% da sua capacidade, e vai remover os peixes das albufeiras do Divor em Arraiolos e de Pego do Altar, em Alcácer do Sal. São medidas preventivas mas a solução dos problemas é mais complexa, porém possível.

É que a EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva, está a estudar uma solução "para 50 anos" e que resolverá os problemas de abastecimento de água a Mértola, através de ligações da Barragem do Monte da Rocha (com 12,6% da sua capacidade total neste momento) à Barragem do Roxo e desta, o acesso à água da Barragem de Alqueva.

Esta semana o governo adjudicou uma empreitada e lançou dois projectos para reforçar o abastecimento de água no concelho, num investimento avaliado em 5,7 milhões de euros e que prevê o reforço da adução ao RV6 em Mértola e a adução à zona noroeste de Mértola, mediante a ligação destes sistemas às albufeiras do Monte da Rocha e Guadiana Sul.

Imagem de capa da Radio Ourique

 

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