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Memória

Imaginação

Sinto-me como uma criança que não tem brinquedos finos para brincar. Sinto-me como um rapazito, na sua tenra idade dos cinco anos que não tem nada além daquilo que lhe está disponível para brincar mas falta-lhe o produto acabado e que constrói ela própria. E a criança inventa e cria mundos que não existem na sua cabeça.

DA MEMÓRIA DAS COISAS

Às vezes, não raro, dou por mim a pensar nas coisas. Penso no dia que começou, se for de manhã. Penso na noite, se for de tarde. Penso em quase tudo e não penso em nada ao mesmo tempo. Por vezes, nessas alturas em que estou a pensar nas coisas que foram, nas que não foram, nas que podiam ter sido e nas que foram, mas não aconteceram da maneira que gostaria, surge um lapso de memória. Visualizo uma planície que é interrompida e substituída por altos edifícios de uma cidade que parece agressiva, mas não o é, e fecho os olhos pensando em que dia da semana se podem comprar, na cidade, os vegetais que são cultivados na planície.