O país conheceu muitos cafés centrais. Eles foram o centro da vida social de muitas comunidades, uns mais simples outros mais sofisticados, mas que representavam sempre, para além da igreja ou das festas populares, o ponto de encontro mais regular, primeiro dos homens e dos jovens a entrar na vida adulta e mais tarde também das mulheres, de muitas vilas e cidades.
O que é certo é que grande parte deles desapareceu, fruto provavelmente da mudança dos hábitos das sociedades, outros adiaram o quanto puderam o seu fim. Mas fazem parte de uma história local que muitos consideram que deve ser preservada.

A ideia é concentrar toda a oferta do concelho disponibilizada aos turistas, como o vinho, a gastronomia, os azeites, a olaria, os enchidos, os queijos, as mantas alentejanas, as ervas aromáticas, o pão, entre outros e que sirva também para acolhimento e encaminhamento aos turistas. Assim, "haverá também uma adequada interpretação e uma maior promoção da diversidade do património histórico-cultural, natural e paisagístico, do Grande Lago Alqueva e dos desportos náuticos, do artesanato, da gastronomia e das unidades de turismo, dando a conhecer ao visitante propostas interessantes para prolongar a sua estadia na região, com benefícios para a economia local", como defende a autarquia em comunicado.
José Calixto, Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, considera que “um dos grandes objetivos deste projeto centra-se na promoção e preservação de um património de relevante valor situado no centro da cidade e que importa conservar para as próximas gerações”. O autarca afirma ainda que “a história deste edifício revela muito da riqueza sociológica do concelho, pois foi durante muitas décadas o local de encontro dos reguenguenses, tanto ricos como pobres”.
Na imagem interior, José Calixto, Presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz
