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Tribunal de Contas coloca gestão da Universidade de Évora “no vermelho”

Quatro milhões de euros em dívidas referente a propinas. O número está a ser apontado pelo jornal "Público" e tem como base o relatório de auditoria feita às contas daquela academia alentejana, pelo Tribunal de Contas, relativo ao ano de 2012, segundo o qual o valor em dívida em 2017 atingiu os quatro milhões e continua a crescer.

O relatório, que reconhece esforço por parte da universidade em controlar as contas encontrou "controlo interno deficiente", particularmente "no âmbito do património, das disponibilidades e das aquisições de bens e serviços e empreitadas".

Resultados liquidos negativos e agravamento do passivo, irregularidades com a constituição e utilização de fundos de maneio, e fragilidades na gestão do património imobiliário são apontados às contas da Universidade de Évora, mas também violação do regime jurídico da aquisição e gestão de viaturas, omissão de prestação de contas ao TdC por algumas das entidades de direito privado participadas pela UÉ, deficiências de controlo e irregularidades na execução de protocolos de colaboração interinstitucional, o pagamento ilegal e indevido de suplementos remuneratórios, contratação generalizada e ilegal de trabalhadores em regime de prestação de serviços e ajustes directos também constam do relatório e que estão a ser avançadas pelo "Público".

O tribunal identificou ainda várias ilegalidades que consubstanciam ou consubstanciariam eventuais infracções financeiras, tanto de natureza sancionatória como reintegratória, as quais abrangeram operações representativas de, pelo menos, 3,5 milhões de euros.

O Tribunal de Contas recomenda ainda a extinção da Fundação Luís de Molina, cuja atividade considera redundante com a da Universidade de Évora e sem "viabilidade financeira". Ana Costa Freita, reitora da Universidade, defende que desde 2012 que muitas das recomendações que o Tribunal de Contas faz estão a ser implementadas na gestão da instituição, discordando de algumas das conclusões do Tribunal de Contas, sem precisar quais.

A peça do "Público" pode ser vista aqui.

Imagem de capa de otrosmundos.cc

 

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