Tribuna Alentejo
on_now_93
Negócios e Empresas

Setúbal perdeu maiores armadores e 70% da carga com a greve dos estivadores

A greve de estivadores que está a afetar o Porto de Setúbal agravou as condições dos operadores, impossibilitando a incorporação de 56 trabalhadores eventuais, segundo Diogo Marecos, presidente da Operestiva, à Revista Cargo.

O Porto de Setúbal acabou de perder 3 armadores e, com eles, 70% da carga, o que deixa este sem condições para incorporar qualquer trabalhador, como aceitava fazer junto dos estivadores a semana passada. MacAndrews, Arkas e Tarros, armadores que abandonaram operações no Porto de Setúbal, fizeram a Sadoport perca 70% da carga contentorizada, não se prevendo que venham a ser recuperados, até porque, ainda segundo Diogo Marecos, os armadores queixavam-se desde agosto da instabilidade laboral no porto e das greves ao trabalho suplementar "tendo aguardado algum tempo, apesar das perdas acumuladas por não conseguirem assegurar que os seus navios eram trabalhados imediatamente assim que chegavam a Setúbal".

Diogo Marecos aponta o dedo ao sindicato dos estivadores, o SEAL, a quem acusa de intransigência e de ter impossibilitado que os 56 trabalhadores viessem a ser incorporados nas empresas operadoras, porque resolveram introduzir nas negociações outros portos (Leixões, Sines e Caniçal), em detrimento de procurar assegurar a contratação dos trabalhadores de Setúbal.

A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, considera que, a manter-se, a situação tornará o Porto de Setúbal inviável. "Se continuarmos por este caminho, o Porto de Setúbal deixará de ser viável e ficarão postos de trabalho em causa, empregos directos e indirectos".

 

Siga o Tribuna Alentejo no  e no . Junte-se ao Fórum Tribuna Alentejo e saiba tudo em primeira mão

 

 

 

Artigos relacionados

Rita Nabeiro, da Adega Mayor, é a terceira mulher mais poderosa do turismo, hotelaria e vinhos

Redação Alentejo

Queijaria das Romãs, de Vendas Novas, vence Melhor Queijo de Portugal 2026

Redação Alentejo

Obras de modernização dos acessos ao Porto de Sines já arrancaram. Investimento na requalificação é superior a 3 milhões de euros

Redação Alentejo

Economia nacional com alívio na dívida pública mas pressão nos juros da habitação e nas contas externas

Redação Alentejo

Negócio que ia colocar Refinaria de Sines nas mãos de espanhóis cai. Galp e Moeve não chegaram a acordo

Redação Alentejo

Saída da Microsoft de projeto britânico não afeta expansão em Sines

Redação Alentejo