O olival consolidou em 2025 a sua posição como cultura dominante no perímetro de rega de Alqueva, num contexto em que as culturas anuais continuam a perder terreno.
Segundo a Rádio Pax, os dados constam do Anuário Agrícola de Alqueva 2025, divulgado pela EDIA, que revela uma transformação profunda no uso agrícola dos cerca de 130 mil hectares de regadio.
A área dedicada a culturas permanentes quase duplicou desde 2017, passando de 42 mil para 98 mil hectares. Em sentido inverso, as culturas anuais – como os cereais – diminuíram para 15 mil hectares, face aos cerca de 20 mil registados há oito anos.
Dentro das culturas permanentes, o olival mantém-se claramente à frente, ultrapassando os 76 mil hectares. O amendoal surge como segunda cultura mais relevante, embora com uma ligeira redução da área plantada.
Segundo o anuário, esta mudança estrutural resulta sobretudo da maior estabilidade económica das culturas permanentes, em especial do olival, beneficiado pela valorização internacional do azeite e por uma utilização mais eficiente da água.
O documento destaca ainda a crescente aposta na sustentabilidade e a introdução de novas culturas – como pistacho, dióspiro e cânhamo – que poderão ganhar peso económico na região nos próximos anos.
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