O subsolo do Alentejo volta a estar no centro das atenções com a abertura da consulta pública para o projeto de prospeção e pesquisa mineral designado “Bispa”. Promovida pela Almina – Minas do Alentejo, S.A., esta iniciativa pretende apurar o potencial da região para a extração de riquezas geológicas como o cobre, zinco, chumbo, estanho e até metais preciosos como o ouro e a prata. A Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) está a conduzir o processo, abrindo as portas à participação das populações e autarquias locais. Até ao dia 6 de julho, os alentejanos podem consultar os mapas e a memória descritiva do projeto no portal Participa, apresentando as suas opiniões, contestações ou contributos sobre o futuro mineiro da sua terra.
A atividade mineira assume-se historicamente como um dos mais fortes motores socioeconómicos do interior alentejano. O avanço de novas pesquisas na área “Bispa” poderá abrir caminho à descoberta de jazigos economicamente viáveis. O investimento inicial previsto pela empresa ascende a 500 mil euros, um montante integralmente destinado a cobrir as despesas dos primeiros três anos de trabalhos no terreno e duas eventuais prorrogações. Este orçamento inicial vai financiar ações urgentes de compilação de dados geológicos, cartografia detalhada, levantamentos geofísicos, amostragens geoquímicas e sondagens carotadas.
Na Faixa Piritosa Ibérica, o setor é responsável por fixar milhares de trabalhadores na região com salários acima da média nacional. Desta forma, o sucesso das sondagens poderá traduzir-se na criação de novos postos de trabalho qualificados. Consequentemente, haverá também um forte estímulo a longo prazo ao comércio local e ao rendimento das famílias alentejanas.
