O Núcleo de Portalegre do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) manifestou profunda preocupação com o novo encerramento da Urgência de Obstetrícia do Hospital de Portalegre, previsto até ao dia 18 de agosto, classificando a interrupção rotativa de serviços como uma situação de violência obstétrica estrutural. A organização denuncia que estes fechos recorrentes geram incerteza e angústia no momento do parto, forçam grávidas a deslocações longas e inseguras em momentos críticos e agravam as desigualdades territoriais no acesso à saúde, defendendo que a assistência médica não pode depender do código postal das utentes. Perante este cenário, o movimento exige o fim definitivo dos encerramentos rotativos e a abertura permanente da maternidade durante as 24 horas do dia, o que requer a contratação urgente de profissionais de saúde para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) público, universal e gratuito. O MDM reafirma o seu compromisso na defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, colocando a valorização do planeamento familiar e da saúde materna como uma prioridade política e apelando à mobilização popular sob o mote de que nenhum direito pode ser retirado.
