Mário Moita nasceu no Alentejo e desde muito cedo revelou a sua tendência pela arte musical. Com apenas 8 anos ganha a gala dos pequenos cantores do distrito de Évora e com 10 anos apresenta-se nas festas de sua terra em Reguengos de Monsaraz para 3000 pessoas, e inicia os seus estudos de piano no conservatório de música de Évora com a Profª Maria de Lurdes Horta. Teve a felicidade de conhecer o pianista Furtunato Murteira que era contemporâneo do grande compositor de Fados Alberto Janes (Também de sua cidade Reguengos de Monsaraz), e o qual lhe deixou todo o seu espólio de partituras de Fados para Piano (tem a primeira partitura do fado Foi Deus).
Sempre dedicado ao fado ao piano, fruto da herança de seu mestre pianista Fortunato Murteira, Mário aprendeu no Japão com o Historiador e amigo Prof. Ito Genjiro a transmitir não “apenas” música mas associar a música à cultura e á história magnifica de Portugal.
Hoje contém um currículo invejável cheio de viagens e televisões por mais de 30 países da Roménia à Estónia, da Polónia ao Japão, passando por mais de metade do Brasil onde é bastante acarrinhado pelos midia nomeadamente o JO SOARES, que já o convidou várias vezes para o seu famoso talk show. Fomos conversar com ele, em vésperas de concretizar um sonho antigo, atuar no Teatro Garcia de Resende, em Évora.
Tribuna Alentejo: Apresentas-te perante o público pela primeira vez aos 8 anos. De onde te vem o gosto pela música? Tens ou tiveste mais músicos na família ou foste um pioneiro?
Tribuna Alentejo: Mantiveste-te ligado à música até à ida para a Universidade ou é o ambiente académico que te estimulou a voltar a ela?
Tribuna Alentejo: Compreendemos que a tua ligação especial ao Brasil e o carinho que o Brasil te tem dedicado comece na língua que nos une. Mas e o Japão? Como se estabelece essa ligação?

Tribuna Alentejo: E como surgiu a amizade com Jo Soares?
