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José Luís Peixoto vence Prémio Vergílio Ferreira 2026

O escritor José Luís Peixoto foi o vencedor do Prémio Vergílio Ferreira 2026, distinção atribuída pela Universidade de Évora ao conjunto da obra literária de autores de língua portuguesa.

Segundo a universidade, a decisão, tomada por unanimidade pelo júri, foi anunciada esta quarta‑feira, data em que se assinalaram 110 anos sobre o nascimento de Vergílio Ferreira.

De acordo com a mesma fonte, natural de Galveias, no Alentejo, e traduzido em mais de 30 línguas, José Luís Peixoto é uma das vozes mais reconhecidas da literatura contemporânea portuguesa.

O júri, presidido por Antonio Sáez Delgado, justificou a escolha “pela força criativa da sua ficção, que parte da experiência vital no Alentejo e chega ao mundo inteiro, com uma escrita rica em densidade emocional que aborda temas como identidade, memória, ruralidade e diáspora”.

Entre as obras destacadas no seu percurso literário estão “Morreste‑me”, publicada há 25 anos, “Galveias” (2014), centrada na sua terra natal, “Almoço de Domingo” (2021) e o mais recente romance, “A Montanha”, lançado em outubro de 2025.

Peixoto soma já vários prémios nacionais e internacionais. Em 2001 recebeu o Prémio Literário José Saramago com “Nenhum Olhar”. Seguiram‑se distinções como o Prémio Cálamo Otra Mirada, em Espanha, pelo romance “Cemitério de Pianos”, o prémio Libro d’Europa, em Itália, atribuído a “Livro”, e dois galardões para “Galveias”: o Prémio Oceanos, no Brasil, e o Prémio da Melhor Tradução, no Japão.

O júri da edição de 2026 integra ainda Cristina Robalo Cordeiro, Giorgio de Marchis, Carla Isabel Ferreira de Castro e o crítico literário Frederico Pedreira.

A cerimónia de entrega do prémio, habitualmente realizada a 1 de março – data da morte de Vergílio Ferreira – terá lugar este ano a 2 de março, uma segunda‑feira.

Criado em 1997, o Prémio Vergílio Ferreira já distinguiu nomes como Maria Velho da Costa, Mia Couto, Eduardo Lourenço, Agustina Bessa‑Luís, Lídia Jorge, Gonçalo M. Tavares, Ondjaki e, mais recentemente, Djaimilia Pereira de Almeida.

 

Fotografia de facebook.com

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