O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vai reunir-se amanhã com a administração do Hospital de Portalegre para analisar a falta de médicos que tem comprometido o funcionamento da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) da região.
Durante o mês de agosto, a VMER esteve inoperacional em várias ocasiões, inclusive em situações críticas. Em dois desses episódios, ocorridos em Marvão e Castelo de Vide, as vítimas acabaram por morrer antes de receber assistência especializada. Segundo dados oficiais, entre janeiro e julho, a viatura esteve parada durante quase 500 horas, quando deveria funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana.
A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) afirma estar a implementar medidas para tentar ultrapassar o problema, nomeadamente através de negociações com médicos internos e externos e de uma possível reformulação do modelo de contratação, de forma a atrair mais profissionais. Ainda assim, as previsões para setembro mantêm-se preocupantes. O presidente do conselho de administração, Miguel Lopes, admitiu à SIC que “a escala não está completa” e que há períodos em que não será possível garantir cobertura.
O INEM confirmou que uma das soluções em análise passa pelo reforço da formação dirigida a médicos e enfermeiros, de modo a capacitar mais profissionais para integrarem as equipas de emergência na região. A reunião de segunda-feira deverá definir medidas imediatas para tentar assegurar o funcionamento contínuo deste serviço essencial no distrito de Portalegre.
