Tribuna Alentejo
Saúde

Hospital de Portalegre já está pronto para época de maior risco de mordedura da Víbora-cornuda

O Hospital de Portalegre já está equipado com um soro antiveneno específico para tratar eventuais mordeduras de víbora-cornuda, a única serpente venenosa que habita na região do Alto Alentejo. Esta medida, anunciada pela Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano após sessões de esclarecimento em concelhos como Marvão, Castelo de Vide, Portalegre e Arronches, visa reforçar a segurança e a capacidade de assistência médica na área do Parque Natural da Serra de São Mamede. Embora o réptil seja uma espécie protegida e classificada como Vulnerável em Portugal devido à perda de habitat, o seu veneno exige cuidados imediatos em caso de acidente.
Os perigos associados a este réptil relacionam-se diretamente com a sua toxicidade, fazendo com que qualquer mordedura tenha de ser tratada obrigatoriamente como uma emergência médica. O veneno da víbora-cornuda serve para caçar pequenos roedores e, no ser humano, embora não existam registos históricos de ataques mortais, a picada causa complicações de saúde que requerem assistência rápida para evitar o agravamento dos sintomas. O risco aumenta substancialmente quando as pessoas tentam capturar o animal ou quando o pisam inadvertidamente em zonas de mato e pedras, momentos em que a víbora ataca exclusivamente para se defender por se sentir encurralada.
Perante uma situação de mordedura, as autoridades de saúde alertam que certas práticas populares erradas aumentam gravemente o perigo para a vítima. É totalmente desaconselhado fazer cortes na zona ferida, aplicar torniquetes para travar a circulação ou tentar aspirar o veneno, uma vez que estas ações podem acelerar as lesões nos tecidos ou espalhar a infeção. O procedimento correto assenta em manter o doente calmo para não acelerar o ritmo cardíaco, imobilizar a zona afetada e ligar imediatamente para o 112 ou transportar a pessoa para a unidade hospitalar de Portalegre, onde o novo tratamento de socorro já se encontra disponível para situações excecionais.
Para reduzir o risco de encontros perigosos durante caminhadas na natureza, os especialistas recomendam o uso de calçado fechado e protetor, a circulação estrita pelos trilhos marcados e a observação estante de qualquer réptil sem aproximação. Caso uma víbora-cornuda seja avistada na proximidade de habitações, a população não deve tentar resolver a situação por conta própria; deve, em vez disso, contactar a Linha SOS Ambiente através do número 808 200 520 para que uma equipa profissional faça a remoção segura do animal, salvaguardando tanto a segurança pública como a conservação da biodiversidade.

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