O Gabinete da Ministra do Ambiente e Energia desmentiu categoricamente a informação de que o seu cancelamento da visita a Évora não se deveu a qualquer protesto civil contra as megacentrais fotovoltaicas, mas sim a uma alteração logística do programa pedagógico planeado.
Segundo a tutela, a ministra Maria da Graça Carvalho tinha aceitado integrar a campanha “Vamos lixar o Lixo” com o propósito específico de gravar um vídeo pedagógico, tendo-se equacionado a cidade de Évora para essa gravação devido à sua agenda oficial apertada. Contudo, na quinta-feira anterior, o gabinete foi informado de que o parceiro de media da campanha não conseguiria assegurar a produção do referido vídeo, estando apenas disponível para realizar uma reportagem sobre a visita. Por esse motivo, a deslocação foi cancelada por razões estritamente operacionais, sendo falso que a decisão tenha sido tomada “à última hora” por causa de manifestações, até porque a ministra não tinha qualquer conhecimento prévio de protestos.
Adicionalmente, o Ministério do Ambiente e Energia esclareceu que o Governo mantém uma total separação e independência face aos projetos das centrais fotovoltaicas na bacia da albufeira do Divor. A tutela sublinhou que o executivo não interfere, não opina e não detém poder de decisão sobre estas infraestruturas, cuja avaliação cabe exclusivamente a comissões independentes com base em critérios técnicos e legais. O gabinete reforçou ainda que a ministra cumpre rigorosamente este distanciamento institucional e que apenas conhece os referidos projetos através do que é veiculado pelos órgãos de comunicação social.
