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ÉVORA: QUANDO O TEATRO VAI ATÉ AO POVO

O teatro itinerante tem o seu primeiro registo no século VI, antes de Cristo, e aconteceu na Grécia. É uma experiência milenar que se perpetuou até aos nossos dias, embora já não seja muito usual. O que é certo é que continua a atrair pequenas comunidades mais isoladas partilhando com elas textos dramáticos e fábulas, que propõem metáforas compreensíveis e atuais seja qual época for, como todo o teatro, bem entendido.

Acontece que a relação física entre atores e públicos acontece habitualmente dentro dos Teatros, que estão nos centros urbanos. Esta relação física, a acontecer com públicos excluídos, obriga a que o teatro saia de "casa" e procure públicos mais distantes.

É o que está a fazer a Centro Dramático de Évora (CENDREV), uma companhia com 42 anos, e que leva por estes dias "Antes de Começar" de Almada Negreiros às freguesias rurais do concelho de Évora.

“Antes de Começar” conta a história de dois bonecos que ganham vida, encontram-se, conhecem-se, brincam como as crianças, descobrem o coração e crescem.

A encenação é de Rui Nuno, cenografia e figurinos de Helena Calvet, música de Vitor Ciríaco, desenho de luz de António Rebocho e a interpretação de Maria Marrafa e Jorge Baião.

A agenda de espectáculos pode ser consultada aqui.

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