Tribuna Alentejo
idosos
Saúde

Évora cria cátedra em sustentabilidade demográfica e saúde

A Universidade de Évora (UÉ), o Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) e a Siemens Healthineers juntaram-se para criar a Cátedra-LifeSpan em sustentabilidade demográfica e saúde, cuja apresentação decorre no próximo dia 2 de fevereiro, pelas 10:00, no Auditório do Colégio do Espírito Santo.

Em comunicado, a academia alentejana refere que a sessão vai contar com a presença de Ana Costa Freitas, reitora da UÉ, Ivan França, diretor-geral da Siemens Healthineers Portugal, e de Isabel Pita, diretora clínica do Hospital do Espírito Santo de Évora.

De acordo com a UÉ, a Cátedra LifeSpan visa “contribuir para o avanço do conhecimento científico, da inovação e da formação multidisciplinar associadas às áreas do envelhecimento e expansão de vida”, sendo coordenada por Lino Patrício, médico, cardiologista de intervenção, diretor do Departamento de Doenças Cérebro-cardiovasculares do HESE e investigador principal convidado da Universidade de Évora.

“A reflexão sobre novos conceitos de saúde, socioeconómicos e até artísticos, para o século XXI, em que a população idosa será prevalente nas sociedades do futuro constitui-se como objetivo para os investigadores envolvidos nesta estrutura de investigação e de formação, estando prevista ainda a abertura de programas de Doutoramentos e Mestrados em áreas de interceção entre a medicina, a saúde, o envelhecimento, a demografia, a economia, o direito e a ética”, adianta ainda a academia.

Além disso, será também apresentada a edição portuguesa do Innovation Think Tank – Aging Challenges, “um programa de certificação internacional de inovação da Siemens Healthineers em parceria com a UÉ e o HESE, que promove a reflexão e a procura de soluções para diferentes desafios do setor  da saúde, através de uma metodologia colaborativa e multidisciplinar de estímulo ao pensamento crítico e inovador”.

Esta edição portuguesa do ITT está agendada de 28 de março a 7 de abril, em formato online e presencial, a partir de Évora, com candidaturas abertas a partir de dia 2 de fevereiro. Segundo a mesma fonte, “esta iniciativa é dirigida sobretudo a investigadores, estudantes, membros do corpo docente universitário, consultores, profissionais da área da saúde e comunidade em geral, contando com um painel de experts nacionais e internacionais”.

Ivan França, diretor-geral da Siemens Healthineers em Portugal, afirmou que “enquanto empresa, pretendemos fomentar a inovação e a investigação e trazer o ADN de inovação da Siemens Healthineers para Portugal, começando em Évora. A implementação do Innovation Think Tank é uma iniciativa internacional, cientificamente validada, que nos permite agir localmente e pensar globalmente”.

Neste sentido, os participantes terão a oportunidade, ao longo do programa, de “adquirir abordagens de co-implementação, trabalhando nos desafios mais significativos dos sistemas de saúde e da região”.

Esta iniciativa funcionará em formato híbrido: decorrerá presencialmente na Universidade de Évora, mas com opção de participar via videochamada.

Já Ana Costa Freitas salienta que “esta iniciativa é de importância extrema para a nossa região e para os nossos estudantes. Aliar o know-how da Siemens Healthineers, com o nosso lado académico e ainda com o lado clínico – através do Hospital de Évora –, resulta numa combinação perfeita que será benéfica para todos os participantes. Nós, Universidade de Évora e os nossos estudantes e investigadores, estamos bastante entusiasmados”.

Artigos relacionados

Mais de um terço dos estudantes portugueses de Medicina pensa em deixar o País

Redação Alentejo

Osteoporose: uma doença silenciosa

Redação Alentejo

Mértola vai percorrer freguesias com unidade de vacinação contra a gripe e COVID-19

Redação Alentejo

AVC é a principal causa de morte no País. Estima-se que ocorram cerca de 30 mil por ano

Redação Alentejo

Ordem dos Médicos critica “grave declínio” do serviço de Ortopedia do Hospital do Espírito Santo de Évora

Redação Alentejo

Hospitais portugueses não conseguem atrair e reter enfermeiros, diz estudo que envolveu investigadora da Universidade de Évora

Redação Alentejo