Tribuna Alentejo
José Rondão Almeida, presidente da Câmara de Elvas
Alto Alentejo

Elvas quer investir cerca de 24,5ME em habitação social

As políticas relacionadas com a habitação social marcam as ‘linhas mestras’ do orçamento para 2023 da Câmara de Elvas (Portalegre), superior a 24,5 milhões de euros, verba “idêntica” à deste ano, revelou hoje o autarca.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Elvas, José Rondão Almeida garantiu, no entanto, que vai efetuar, ao longo de 2023, “várias alterações que a lei permite” ao orçamento, o que elevará o documento para valores situados entre “34 a 35 milhões de euros de execução”.

Para o autarca, que está a cumprir o primeiro mandato eleito pelo Movimento Cívico Por Elvas (MCPE), depois de já ter estado à frente do executivo entre 1994 e 2013 pelo PS, este é um “orçamento de previsão”, porque não pode contabilizar o saldo da gerência anterior.

O autarca ‘roubou’ a câmara aos socialistas, em 2021, mas com maioria relativa, e está a gerir o município apoiado pelos vereadores eleitos pela oposição PS e coligação PSD/CDS-PP.

O Orçamento para 2023 e as GOP foram aprovados em reunião de câmara, no dia 09 deste mês, por maioria, pelos eleitos do MCPE, e do PS, enquanto a única vereadora eleita pelo PSD/CDS-PP não esteve presente por se encontrar em serviço fora do país.

A partir de 2023, José Rondão Almeida espera investir de forma faseada e até 2026, “mais de 62 milhões de euros” na área da habitação social, no âmbito do 1.º Direito, um programa de apoio público que visa garantir condições de acesso a uma habitação adequada a pessoas em situação precária e de insalubridade e que não dispõem de capacidade financeira para aceder a uma solução habitacional adequada.

Este investimento, inserido na Estratégia Local de Habitação, vai ter como alvo o centro histórico de Elvas e as freguesias do concelho, num total de “mais de 400 fogos de habitação”. Ainda na vertente da habitação social, o autarca espera implementar o “comércio de renda, a renda pública”, vertente que sublinha não existir “há 40 anos” em Portugal.

Nessa área, a autarquia vai investir “seis milhões de euros para 75 fogos” com rendas acessíveis compatíveis com aquilo que é a remuneração bruta do agregado familiar.

Esses seis milhões de euros, segundo o autarca, estão “ligados” a um empréstimo que a câmara terá de efetuar, de acordo com uma candidatura ao Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), que está praticamente em “canal aberto”.

A continuação de trabalhos de reabilitação patrimonial na cidade ou apoios às empresas, nomeadamente com o início do projeto de um parque empresarial, recorrendo a candidaturas a fundos comunitários, são outras apostas.

Em matéria de impostos, a câmara decidiu manter a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para prédios urbanos em 0,4% (limites legais variam entre 0,3% e 0,5%) e receber 5% da taxa de participação no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) dos munícipes com domicílio fiscal no concelho.

O orçamento vai ser discutido e votado, a 06 de dezembro, em reunião da Assembleia Municipal de Elvas, composta por 13 eleitos do MCPE, nove do PS, três da coligação PSD/CDS-PP, dois do partido Chega e um da CDU.

Artigos relacionados

Águas do Alto Alentejo lançam alerta contra burla. Alegadas análises à água são fraudulentas e o caso já foi denunciado à GNR

Redação Alentejo

Presidentes de Câmara em tribunal para defender a Barragem do Pisão

Redação Alentejo

Portalegre tem um corte superior a 40% no investimento público. Orçamento do Estado é ainda mais duro com o Alto Alentejo do que com o resto do País

Redação Alentejo

Elvas prevê instalar 62 câmaras e integrar seis guardas noturnos

Redação Alentejo

Dois antigos Presidentes de Junta de Freguesia do Marvão acusados de fraude na obtenção de subsídio

Redação Alentejo

Gavião ficou de fora do plano do Governo para controlar população de javalis mas vai pagar “do seu bolso” 300 euros por montaria

Redação Alentejo