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EDIFÍCIOS HISTÓRICOS DO NORTE ALENTEJANO VÃO REVIVER

O pontapé de saída foi dado pelo deputado socialista pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa – em final de outubro – que queria ver o Convento de S. Francisco, um importante património da cidade de Portalegre, recuperado e valorizado ao abrigo do projeto “Revive” de modo a que se transforme num ativo económico, a par da igreja de S. Francisco e da Fábrica Robinson.

Esta semana, o Governo deu continuidade a este pedido, sendo o convento de S. Francisco um dos 30 edifícios incluídos neste programa onde o distrito de Portalegre é o distrito mais representado.

“A integração do nosso património numa iniciativa como esta, desenvolvida pelos ministérios das Finanças, da Cultura e da Economia, abre horizontes com o acesso a um fundo de 150 milhões de euros e a possibilidade de se tornar num importante ativo económico sem por em causa o valor histórico e o interesse público”, afirmou o deputado alentejano Luís Testa.

O “Revive” é um programa de requalificação do património histórico português que visa a sua valorização e prevê a concessão a investidores privados de imóveis do Estado, com o compromisso de que sejam reabilitados e prevê, numa primeira fase, a cedência de 30 edifícios.

Também a Coudelaria de Alter foi abrangida pelo programa “Revive” e que vai permitir ao “berço do cavalo lusitano” valorizar-se e criar mais e melhores condições, ganhando também uma vertente turística com a criação de uma unidade hoteleira integrada no complexo.

Portalegre é o distrito com mais edifícios incluídos no “Revive”, aos dois já referidos, juntam-se o Castelo de Portalegre e o Convento de São Paulo, em Elvas – já bastante avançado na execução, prevê-se a abertura para 2018– sendo que este último será transformado numa unidade hoteleira do Grupo Vila Galé, num investimento de cerca de cinco milhões de euros e que transformará o antigo convento num hotel com 64 quartos, dois restaurantes, bar e adega, biblioteca, piscina exterior, spa e salão de eventos.

O grupo Vila Galé admite aliás a possibilidade de se envolver em mais projetos ao abrigo do programa “Revive”.

 

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