Tribuna Alentejo
Hélder Guerreiro, Presidente da Câmara Municipal de Odemira
Política Nacional

Autarca de Odemira defende unificação do Baixo Alentejo com o Alentejo Litoral

Helder Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de Odemira, defende a unificação dos 18 concelhos do Baixo Alentejo e do Alentejo Litoral numa só comunidade intermunicipal. O autarca argumenta que esta fusão territorial traria uma coerência estratégica crucial para o desenvolvimento regional, otimizando as redes de transporte e aumentando a força política da região. Esta visão foi reforçada durante o XXII Congresso da Federação do Baixo Alentejo do PS, alinhando-se com discussões anteriores que contaram também com contributos do deputado Pedro do Carmo.
A ideia de aproximar os dois territórios não é recente para Helder Guerreiro, que recorda já defender esta reorganização desde os tempos da antiga associação de municípios local, tendo inclusive apresentado a proposta no âmbito dos estudos coordenados por João Cravinho para a reforma administrativa nacional. Um dos grandes benefícios apontados pelo edil é o ganho de representação parlamentar, sugerindo que a fusão evitaria a perda de representação do Baixo Alentejo na Assembleia da República, permitindo eleger quatro deputados em vez de ver o círculo reduzido a apenas dois.
Além do peso político, o autarca realça as vantagens económicas e de infraestrutura. A união fortaleceria o eixo que liga o Oceano Atlântico à fronteira espanhola, equilibrando os investimentos públicos nacionais que costumam favorecer o eixo norte-sul. Entre as obras urgentes, o presidente da autarquia destaca a revitalização da linha ferroviária entre Beja e a Funcheira, o que facilitaria a ligação de comboio até Sines e abriria portas para os trabalhadores acederem ao complexo industrial e portuário.
Helder Guerreiro lamenta o atual panorama burocrático de Odemira, que classifica de desorganizado devido à dependência de múltiplas tutelas e serviços dispersos, como a divisão de competências entre diferentes braços do ICNF e a gestão de saúde partilhada entre Beja e Santiago do Cacém. A fechar a sua intervenção, o autarca criticou severamente as forças políticas regionais, incluindo o seu próprio partido, acusando-as de inércia na planificação do futuro do Alentejo, traçando um contraste negativo com os progressos alcançados por lideranças locais em regiões como o Oeste e a Península de Setúbal.

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