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Educação

Alentejo une-se para criar a nova escola de Saúde e Desenvolvimento Humano

Foi apresentado esta semana, pela Universidade de Évora (UÉ), o projeto da nova Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano (ESDH).

Por videoconferência, a academia alentejana apresentou o projeto desta nova escola e que deverá acolher os primeiros alunos já em setembro.

A escola funcionará em articulação com a Administração Regional de Saúde do Alentejo e a UÉ pretende introduzir um cariz inovador, que considere as mudanças e que se foque no desenvolvimento de competências na saúde pública da população idosa.

Ana Costa Freitas, reitora da Universidade de Évora, revelou que o objetivo é formar profissionais que contribuam para a humanização dos serviços de saúde e a nova escola deverá ter uma formação complementar que prepare os profissionais para intervir na medicina comunitária, pública e generalista e que pretende que a oferta formativa deve responder às necessidades do mercado laboral nacional, ibérico e internacional, sobretudo tendo em conta os países da CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

Poderão vir a fazer parte desta escola formações como um Doutoramento em Ciências e Tecnologias da Saúde e Bem Estar, um mestrado integrado em Ciências Farmacêuticas, uma pós-graduação em Epidemiologia e/ou uma licenciatura na área da saúde digital. Quer-se criar também um Centro Académico Clínico no Alentejo e que seja uma estrutura integrada de assistência, ensino e investigação clínica.

Este projeto irá ter impacto em toda a região e irá permitirá sinergias com outras instituições, quer de saúde, quer de ensino superior, no caso, os politécnicos de Portalegre e de Beja.

O projeto reveste-se de tal importância para a região que a ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo defendeu a inclusão da Escola de Saúde de Évora, além da criação de acessibilidades condignas que liguem o Alto Alentejo e o Baixo Alentejo aos futuros serviços de saúde nascidos com o novo Hospital Central do Alentejo, já no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

José Calixto, presidente da ADRAL, considera que o organismo espera que a Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano contribua para a consciência de que a saúde não é uma ciência isolada e que ela adquirirá coerência entendendo “o ser humano” como um todo e garantindo a harmonia consigo próprio, ou seja não se pode olhar para uma pessoa exclusivamente com o foco numa parte e não no todo, indo de encontro ao defendido pela Organização Mundial de Saúde e que definiu a saúde como "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade."

 

Imagem de uevora .pt

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