A Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) assinou, com dez municípios da região e com a Unidade de Saúde Pública (USP) da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), protocolos de colaboração para reforçar a vigilância de doenças.
Em comunicado, a CIMAC refere que a finalidade destes protocolos é “dotar os municípios do Alentejo Central dos conhecimentos e meios necessários para apoiar a rede de vigilância de vetores de transmissão de doenças”.
Segundo a mesma fonte, “as doenças transmitidas por mosquitos representam uma ameaça à saúde humana, em várias regiões do mundo, principalmente nas regiões tropicais devido à existência de condições climáticas favoráveis para os vetores”.
Contudo, “nos últimos tempos, tem-se vindo a observar a dispersão destes mosquitos, e consequentemente das doenças transmitidas por estes vetores, pela Europa e por Portugal, o que pode dar origem a surtos ou epidemias”.
A CIMAC defende que “poderão desenvolver-se condições favoráveis para que surjam doenças transmitidas por mosquitos, tais como a febre do Nilo Ocidental, Dengue e a malária, Zika, Chikungunya, entre outras, que podem afetar a saúde da população portuguesa e o turismo em Portugal, a curto prazo”.
De acordo com a comunidade intermunicipal, a Saúde Pública em Portugal “dispõe de uma rede de vigilância (REVIVE) que tem permitido aumentar o conhecimento das espécies de vetores no território nacional, monitorizar a atividade dos vetores, caracterizar as diferentes espécies e a sua ocorrência sazonal e identificar os vetores mais importantes em Saúde Pública e alertar para as medidas de controlo”.
