A Águas do Alto Alentejo emitiu esta quinta-feira um comunicado a alertar os consumidores de nove localidades do Alto Alentejo para uma alteração temporária na cor da água, motivada por trabalhos de intervenção na rede de abastecimento realizados pela EPAL/AdVT — Águas do Vale do Tejo. As localidades afectadas são Alter do Chão, Alter Pedroso, Seda, Chança, Cunheira, Cabeço de Vide, Vale de Seda, Senhora da Vila Velha e Sousel. A empresa esclarece que a tonalidade amarelada resulta da mobilização de sedimentos naturais acumulados nas condutas, provocada pelas variações de caudal e pressão decorrentes dos trabalhos, e garante que a água se mantém dentro dos parâmetros legais em vigor, não representando qualquer risco para o consumo humano.
Trata-se de um fenómeno recorrente em redes de abastecimento sujeitas a intervenções de manutenção: as variações bruscas de pressão tendem a mobilizar depósitos minerais naturais que se acumulam nas paredes das tubagens ao longo do tempo, conferindo à água uma coloração amarelada ou acastanhada que, embora visualmente preocupante, não implica necessariamente contaminação biológica ou química. A distinção entre aparência e qualidade é, neste contexto, essencial para evitar alarme desnecessário junto das populações, em particular nas comunidades rurais do interior alentejano, onde a confiança no abastecimento público de água é um factor determinante para a qualidade de vida quotidiana.
A Águas do Alto Alentejo recomenda aos consumidores que verifiquem a alteração de cor que deixem correr a água durante alguns minutos pela torneira mais próxima do contador, procedimento suficiente para eliminar a água com sedimentos retida na canalização doméstica. A situação deverá normalizar progressivamente à medida que os efeitos dos trabalhos se dissipem na rede de distribuição, e a empresa mantém-se disponível para prestar esclarecimentos adicionais através dos seus contactos habituais, lamentando os transtornos causados aos consumidores das localidades afectadas.
