O presidente reconduzido da Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, João Grilo, advertiu que a região poderá perder até 60% dos fundos comunitários caso deixe de ser classificada como zona de convergência pela União Europeia. Segundo o responsável, esta possibilidade decorre do impacto estatístico de Sines, cujo desempenho económico eleva o PIB regional e dificulta a leitura das assimetrias existentes no território.
A eventual reclassificação teria efeitos imediatos no acesso a financiamento, reduzindo de forma drástica os apoios diretos que atualmente sustentam múltiplos projetos municipais. Nesta circunstância, as autarquias ficariam dependentes de candidaturas competitivas em Bruxelas, um processo considerado mais exigente e com menor previsibilidade, podendo comprometer iniciativas de desenvolvimento local e investimentos estruturantes.
João Grilo afirma que a ADRAL já iniciou um trabalho de adaptação, identificando novas oportunidades de financiamento e apoiando os municípios na preparação de propostas mais robustas. Ainda assim, sublinha que um corte desta magnitude representaria um desafio sério para o futuro económico e social do Alentejo, caso a mudança de estatuto venha a ser confirmada pelas instituições europeias.
